Vídeo: influenciador do Palmeiras dispara: "BAP faz mais pelo nosso clube do que a diretoria!"
Uma discussão acalorada no canal 'Turma do Amendoim', de influenciadores palmeirenses, debateu sobre a possível compra da da SAF do Vasco por Marcos Lamacchia, filho de José Roberto Lamacchia, marido de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. Em transmissão ao vivo, Lugó e André comentaram o assunto e elogiaram o BAP, presidente do Flamengo, por tentar tomar algum tipo de atitude em relação ao assunto.
"Gostei que o BAP (presidente do Flamengo) vai entrar lá pedindo que não seja feita a questão da SAF. Gostei. Acho que alguém tá fazendo mais pelo Palmeiras do que o próprio Palmeiras, viu? Porque não deixar ser SAF o Vasco, a não ser que vire SAF e ela (Leila) saia da presidência do Palmeiras junto com o Lamacchia, que é o mais votado. Alguém tá fazendo mais pelo Palmeiras, André, do que os próprios conselheiros, porque não dá para ter uma SAF no Vasco e a gente ficar assistindo a Leila lá no Palmeiras e o próprio Lamacchia, o conselheiro mais votado, tendo a SAF do Vasco com o seu filho. André, olha, sem brincadeira, o BAP tá fazendo o que muita pessoa no Palmeiras deveria fazer, ou não? Não dá para, não dá para, não dá para comprar SAF no Vasco e a Leila ficar lá no Palmeiras junto com o Lamacchia, André? Comenta aí, vai lá", disse Lugó, do Canal 'Turma do Amendoim'.
"Ô, Lugão, com as declarações do Lamacchia, já era para ter tido uma uma extraordinária pedindo a a a expulsão dele do clube, Lugão. O que ele tá falando aí abertamente, pelo amor de Deus, Lugó. Como é que aceita isso?", pontuou André. Lugó continou: "Como é que ninguém expulsa o Lamacchia? André, o filho dele tendo a SAF do Vasco, ele continua no Palmeiras?".
André rebateu, dizendo: "As coisas que ele tá falando e ele dando declarações referente abertamente, ô, Lugão, onde nós vamos parar? Fala para mim". Lugó finalizou: "Absurdo. Ninguém fala nada, André. Você fala isso, os caras falam que você não é palmeirense. Por que que todo mundo baixa a cabeça quando se fala de Abel, quando se fala de Leila, quando se fala de Lamacchia?".
O Bap está fazendo o que muitas pessoas no Palmeiras deveriam fazer™️ pic.twitter.com/Xnpa7nuqCs
— 𝙼𝙱ᶜʳᶠ (@CeloCRF) July 21, 2026
Entenda o caso
O Vasco fez um acordo de investimentos com o empresário Marcos Lamacchia, filho de José Lamacchia, marido de Leila Pereira, com valores girando em torno de R$ 3 bilhões. Para que o acerto se concretize, Marcos Lamacchia, através da Almirante Participações e Empreendimentos S.A, precisa vencer o edital de alienação judicial da UPI Equity, unidade que representa 90% das ações vascaínas.
A alienação judicial é uma medida que visa uma 'venda forçada' de um bem com o intuito de quitar dívidas, o que faria o Vasco reorganizar a casa e dar entrada no plano de Recuperação Judicial. Lamacchia entra como 'investidor âncora', que é quem apresenta uma proposta inicial e tem preferência durante um processo competitivo.
O acordo vem sendo negociado entre o Vasco e Marcos Lamacchia há meses, e caso ele seja o vencedor da concorrência de Recuperação Judicial, ainda precisa ser aprovado pelo juízo da Recuperação, conclusão de auditoria e passagem pelo rito interno do clube.
Mas qual a relação com o BAP e o Flamengo?
O Flamengo acionou a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) para análise das negociações envolvendo a SAF Vasco e Marcos Lamacchia. O Rubro-Negro alega que o regulamento proibe que "qualquer pessoa, física ou jurídica, detenha, direta ou indiretamente, controle ou influência significativa sobre mais de um clube".
No caso em questão, o Flamengo se refere ao fato de Marcos Lamacchia ser filho de José Lamacchia e enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, que tem mandato até dezembro de 2027. O clube carioca também cita o artigo 62 da Lei Geral do Esporte para intensificar o pedido. O documento cita que "nenhuma pessoa natural ou jurídica que, direta ou indiretamente, seja detentora de parcela do capital com direito a voto ou, de qualquer forma, participe da administração de qualquer organização esportiva que promova a prática esportiva profissional poderá ter participação simultânea no capital social ou na gestão de outra organização esportiva congênere disputante da mesma competição que envolva a prática esportiva profissional".
Marcos Lamacchia é a cara do investimento, e José Lamacchia é o avalista do negócio.
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