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'Temos que ser mais eficientes', diz Abel Ferreira sobre oportunidades de gol perdidas pelo Palmeiras

Time finalizou 35 vezes, mas só sete foram em direção ao gol do Athletico-PR

3 jul 2022 - 00h57
(atualizado às 03h19)
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Eficiência, concentração e menos afobação. Foi o que o técnico Abel Ferreira cobrou do Palmeiras em coletiva após a derrota do time por 2 a 0 para o Athletico-PR, no Allianz Parque, neste sábado (2). O treinador fez estes apontamentos pois o Verdão desperdiçou diversas chances de gol durante a partida.

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- Temos que ser mais eficientes e temos que assumir isso. Precisamos ser mais concentrados, menos afobados. Nós criamos oportunidades suficientes, mesmo sofrendo dois gols, para ganhar do adversário. Criamos, inclusive, lances com só o nosso jogador e o goleiro deles - disse o português, que ainda enfatizou algumas vezes que o Palmeiras finalizou 35 vezes no jogo.

De fato, o Alviverde pecou na hora de marcar os gols. Das 35 finalizações, apenas sete foram na direção do gol defendido por Bento, do CAP, que fez grande partida. O aproveitamento da equipe foi, portanto, de somente 20%.

O comandante do Palmeiras também deixou no ar uma insatisfação com o desempenho do time sem a bola, já que em diversas oportunidades os jogadores do Athletico-PR puxavam contra-ataques livres de marcação. Além disso, segundo Abel Ferreira, o Furacão 'foi melhor' e o resultado, que terminou 2 a 0, 'poderia ter sido 3'.

- Eu não preciso estar aqui para responsabilizar ninguém, porque meus jogadores sabem o que poderíamos melhorar nos dois gols que sofremos. Futebol é feito de erros. Se fossemos tão exigentes na sociedade como fazemos com os jogadores e treinadores, o mundo seria muito melhor. Tenho certeza que eles sabem que temos que melhorar no aspecto defensivo, no primeiro e segundo gol. Nunca essa equipe desistiu, essa equipe criou, mais do que é normal, mas não foi eficiente como é o normal - explicou o técnico.

Confira abaixo outras respostas de Abel Ferreira na coletiva

Derrota em casa e situação no Brasileirão

- Eu já disse aqui e não altero minha forma de ser e estar. Sinto que nossos torcedores entenderam que os jogadores fizeram o máximo que deram hoje. Não fomos eficientes. Viemos de uma série de jogos dura, vamos seguir dando máximo de esforço. Temos as regras da 24 horas, é uma equipe que não celebra muito as vitórias e não sofre junto com as derrotas, poque sabe aquilo que luta. Quando chega ao final desse jogo, ficamos a procurar se foi questão técnica, tática, mental, eu entendo o jogo de uma forma mais simples, mas é eficiência. Não ganha a equipe que chuta mais, cruza mais, é que faz mais gols.

Responsabilidade do treinador na derrota para o Athletico-PR

- Responsabilidade é toda minha. Eu estou orgulhoso dos meus jogadores, da nossa torcida, porque não há maior juiz ao desempenho dos que os torcedores. E os nossos torcedores, tal qual eu fiz na roda, no final, reconheceram que buscamos o resultado até o final. Mas não podemos olhar para os fatos e reconhecer que não fomos eficientes. Já demonstramos em jogos que criamos muito menos e conseguimos o resultado. Sentimento de tristeza por ter feito um jogo que poderíamos ter saído com outro resultado, mas eu não queria dizer sorte, mas hoje não fomos competentes na finalização. Mesmo sofrendo dois gols, que poderíamos ter evitado. Mas o caminho é olhar para os fatos, 35 finalizações, não me lembro de ter criado esse número de chances contra ninguém, a não ser contra CRB ou Cuiabá. Mas a responsabilidade é minha. Não tivemos calma e tranquilidade necessária para fazer o que era necessário.

Torcida esteve impaciente?

- Achei normal. Como nossa torcida é ambiciosa e quer sempre ganhar, desde o início o adversário entrou muito faltoso e agressivo. É uma agressividade positiva, é como jogam, e a nossa torcida desde o início ajudou. A forma como a torcida, no final, reconheceu o esforço e dedicação. A única forma que tenho que dizer pelos fatores do jogo é dizer que não fomos competentes quanto a finalização, enfrentar o goleiro e fazer gol, único aspecto negativo de jogo. Não podemos, contra uma equipe que defende tão baixo, criar tanto e não fazer gols. Posse de bola, o que isso me traduz? A questão é que o fato que é mais importante, o Athletico foi melhor que o Palmeiras.

Abel Ferreira falou da ineficiência (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)
Abel Ferreira falou da ineficiência (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)
Foto: Lance!
Lance!
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