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Perto de completar um ano no Palmeiras, Abel Ferreira encara críticas e problemas e vive pior fase

Treinador português tem o desafio de reerguer moral de uma equipe que não vence há sete partidas e está em queda livre no Brasileirão

17 out 2021 05h11
| atualizado às 05h11
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Perto de completar um ano no comando do Palmeiras, Abel Ferreira passa pelo seu pior momento desde que desembarcou em São Paulo no início de novembro de 2020. Se viveu o auge da euforia com as conquistas da Libertadores e Copa do Brasil na temporada passada, neste ano o português vê o time em declínio técnico, tático e psicológico, há cinco jogos sem vencer no Brasileirão e incapaz de reagir na competição. A pouco mais de um mês da final da Libertadores, seu desafio principal é reerguer o moral da equipe, reajustar a rota e reconduzir o time às vitórias.

"Estamos em um mau momento, um momento de dor para quem gosta do Palmeiras. Queremos mais e melhor da nossa equipe", admitiu o treinador. "Tenho que ser realista, não posso vender sonhos. Nesse momento o Palmeiras não está forte. Estamos em um mau momento e temos que assumir", acrescentou.

Na classificação do returno, o Palmeiras é o lanterna. Somou apenas cinco pontos em sete partidas. Não sabe o que é vitória há quase um mês e o futebol apresentado é de baixo nível técnico. Os maus resultados em sequência fizeram com que o time despencasse na tabela. Perdeu a vice-liderança para o Flamengo, o terceiro lugar para o Fortaleza e depois deixou o G-4. A equipe alviverde ocupa, no momento, o quinto lugar, com 40 pontos.

Uma das principais revelações de uma geração de jovens técnicos portugueses, Abel, natural da cidade de Penafiel, tem 83 jogos no comando do Palmeiras. São 43 vitórias, 17 empates e 23 derrotas. Neste ano, ele busca o seu terceiro título. Como disse em sua apresentação em novembro de 2020, o ambicioso treinador não atravessou o Atlântico "para passar férias".

Na verdade ele tem de trabalhar muito para resgatar uma equipe em baixa. Foi assim que ele encontrou o time quando sucedeu Vanderlei Luxemburgo em novembro de 2020. Mas agora o declínio ocorreu sob seu comando. O elenco não consegue reagir, e o futebol visto em boa parte da temporada passada sumiu. Ao menos, o treinador não perdeu o vestiário. Ele mantém contato sempre com os líderes do elenco, Weverton, Gómez e Felipe Melo, e nesta última semana reuniu os atletas antes de uma das atividades para uma conversa. O tom foi de motivação, não de cobrança.

As críticas surgem com frequência e nem sempre o português reage bem. Depois de conduzir o Palmeiras à segunda final consecutiva da Libertadores, ele criou uma metáfora ao mencionar um suposto vizinho de seu condomínio para se referir a parte da torcida e da imprensa que o cobram. Não está, naturalmente, satisfeito com a situação da equipe e com tantos problemas que têm de administrar.

Há problemas físicos com o desgaste acumulado desde o ano passado, desfalques por lesões, mas sobretudo, falhas táticas e técnicas. Extremamente concentrado nos mata-matas, o time - especialmente os mais jovens - parece desligado e apático nos últimos jogos do Brasileirão. Inquieto, o português é do perfil de quem não se acomoda. É dedicado, estudioso, inquieto, exigente e, sobretudo, intenso. Seu discurso é direto e eloquente. Está tentando procurar soluções, mas por ora não encontrou.

O único técnico a ganhar dois títulos em uma mesma temporada pelo Palmeiras neste século é respaldado pela atual gestão. Maurício Galliote passará o bastão para Leila Pereira em dezembro, quando ela deve assumir a presidência. A eleição ocorre no fim de novembro, uma semana antes da final da Libertadores, e a dona da Crefisa é candidata única. Enquanto Galiotte for o presidente, já assegurou que Abel permanece. Isso não é certo, porém, para 2022, embora Leila tenha indicado que deseja a permanência do português.

Estadão
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