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Mano reconhece Palmeiras abaixo, mas critica gramado do Castelão

22 set 2019
18h51
atualizado às 22h00
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Mano Menezes não teve problemas para reconhecer o desempenho aquém das expectativas do Palmeiras na tarde deste domingo, contra o Fortaleza, na Arena Castelão. Passada a vitória por 1 a 0, o comandante alviverde comentou sobre a partida e demonstrou seu descontentamento com a falta de controle do jogo por parte da sua equipe.

"Fizemos um jogo melhor no primeiro tempo, com um pouco mais de iniciativa, um pouco mais de controle do jogo, que é uma parte importante quando você não consegue criar tantas oportunidades. Então, o time pode ser no segundo tempo aquilo que também foi no primeiro tempo em relação a controle do jogo. No segundo tempo, deu mais espaço para o Fortaleza. Quando você não consegue controlar a bola, o jogo fica lá e cá. Então, sofremos um pouco nessa segunda parte, embora o Weverton não tenha feito uma defesa durante todo o segundo tempo, o que é elogiável", comentou.

A vitória veio, é verdade, mas o futebol mostrado dentro de campo não foi compatível à qualidade que o elenco do Palmeiras dispõe. Ainda assim, o time chegou ao quarto triunfo consecutivo e à terceira partida sem sofrer gols, sequências que, para Mano Menezes, serão cada vez mais difíceis de manter com o início do segundo turno do Brasileirão.

"Acredito mesmo que o segundo turno será repleto de jogos mais disputados, com mais coisas em jogo. Quando isso se aproxima, quando está mais visível, os jogos ganham uma conotação mais decisiva. Como temos ainda muitas equipes em transição, em construção em pleno mês de setembro, e essa é uma característica do futebol brasileiro, a tendência é as equipes errarem um pouco mais, a criação exige uma confiança maior, o que nós, na grande maioria, não temos", prosseguiu.

O treinador do Palmeiras não teve problemas em admitir e expor as deficiências do seu time no jogo deste domingo, contudo, ele também apontou um dos culpados para o confronto com o Fortaleza ter sido tão fraco em termos de oportunidades de gol.

"Você sabe que uma boa parte dos maiores jogadores da América do Sul estiveram aqui recentemente e todos falaram mal dos nossos gramados. É difícil trabalhar a bola quando ela está sempre viva, tem que dominar, dar dois, três toques na bola, isso facilita a marcação. Então, você não consegue construir tão bem. E também erramos acima da média, hoje a transição ofensiva apresentou muitos erros de passe no meio-campo, e erros não forçados. No nosso nível, não é o normal. Certamente vamos trabalhar, a equipe tem qualidade para fazer melhor", concluiu.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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