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João Martins destaca falta de criatividade do Palmeiras e cita dificuldade de jogar no Morumbi

24 jun 2022 - 13h27
(atualizado às 16h30)
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João Martins, auxiliar técnico que comandou o Palmeiras na derrota para o São Paulo, falou da falta de criatividade do Verdão para furar o bloqueio tricolor. Além disso, o substituto de Abel Ferreira destacou a dificuldade de atuar no Morumbi.

Questionado em entrevista coletiva se Gustavo Scarpa teve uma atuação abaixo, João falou que faltou inspiração de todos os atletas que entraram em campo.

"Para o ataque funcionar é preciso ter os criativos inspirados. Mas não foi só o Scarpa. Foi um pouco de todos. Faltou um pouco mais de calma, de paciência, ganhar bolas na segunda fase. Não ter a bola tão baixa, porque sabemos o desgaste que foi na segunda-feira, e o São Paulo conseguiu nos empurrar para trás no primeiro tempo. Em todas as bolas que ganhamos, estávamos muito longe do gol adversário. Isso fez com que os nossos meias estivessem muito tempo longe da zona de criação. Faltou um pouco a gente ir mais em cima do adversário, ganhar bolas no campo ofensivo para também criar os nossos espaços. Melhoramos no segundo tempo, mas não foi o suficiente. Depois, o desgaste entrou, o que é normal. Houve três ou quatro lances de precipitação, alguns erros de passes, muitos passes que nos obrigou a gastar energia e não atacar, mas recompor. Não foi por falta de esforço e de vontade, longe disso. Mas faltou, sim, essa inspiração de maneira geral", comentou.

Abel Ferreira já se recuperou da covid-19, mas não foi liberado pelos protocolos da CBF para dirigir o Verdão no Choque-Rei.

Este foi o quarto jogo do Palmeiras no Morumbi na temporada. Até o momento, a equipe de Abel possui duas vitórias e duas derrotas.

"Nós sabemos que os jogos aqui são sempre difíceis. Basta ver os jogos contra todos os adversários e contra nós. A eliminatória está completamente aberta, e vamos focar nesse 'nós contra eles', como falamos aqui. Que ganhe o melhor, e nós esperamos que sejamos nós. Vamos fazer de tudo para dar a volta. Sabíamos que poderíamos levar um resultado melhor daqui, mas nada está perdido. Está no intervalo do jogo."

O São Paulo venceu por 1 a 0, com gol do meia Patrick, ainda na primeira etapa. O jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil será no dia 14 de julho, no Allianz Parque.

Veja outros trechos da entrevista coletiva de João Martins

Análise do jogo

"Hoje tivemos um pouco abaixo. Principalmente no primeiro tempo, quando ganhamos a bola, muitas vezes foi em zonas baixas. Tentamos sair curto e o adversário pressionou bem, criou algumas dificuldades. Depois, pecamos um pouco a nível de agressividade sem bola, o que nos fez perder as bolas em zonas que poderíamos jogar. Ou seja, sempre que ganhamos a bola, estávamos em zona baixa e o adversário pressionava bem. Foi difícil. Tivemos uma produção um pouco abaixo, mas nada está perdido. Poderíamos ter tido um desempenho e resultado diferente, mas hoje não conseguimos e não fomos capazes."

Equilíbrio no Choque-Rei

"Isso não é desde que nós chegamos, é a história. A história diz isso. São dois grandes clubes do Brasil, e é normal, quando se enfrentam, serem jogos equilibrados. Algumas vezes nós ganhamos, outras eles ganham. Vamos trabalhar para darmos a volta por cima no jogo em casa, porque será uma partida com outra história."

Desgaste físico

"Nós sempre falamos nas reuniões com a CBF para que tenhamos no mínimo 72 horas entre cada jogo. Quando conseguimos isso, são 24 horas que fazem diferença. Agora vamos ter uma série de cinco jogos com apenas dois dias de intervalo entre eles. Não há equipe que consiga aguentar uma série como essa. Vamos ter que fazer alterações durante esses cinco jogos. Não é priorizar, mas escolher os que estão melhor. É cansativo, mas as regras do jogo são essas, não vamos arranjar desculpas. Vamos testar os nossos limites, gerir jogadores para que não se lesionem, mas as lesões vão acontecer. Quando um jogador se lesiona, perde um mês, que aqui são oito jogos. Tentamos gerir ao máximo para que eles não se lesionem, mas também não sabemos quando esse desgaste vai acontecer. Estamos preparados para isso e vamos trabalhar nos limites. Agora vamos ver essa sequência de cinco jogos de dois em dois dias. Os jogadores sabem e estão preparados para isso."

Poucas derrotas

"Não é por perder pouco que o adversário terá esse tipo de postura. Qualquer adversário que joga contra o Palmeiras vai fazer de tudo para ganhar. A nossa responsabilidade é fazer o contrário, que é derrotar todo o adversário que nos aparece. Hoje não foi possível. Ainda bem que é só a quarta derrota. Sinal de que as coisas têm sido bem feitas. E é bom ser uma derrota por 1 a 0, pois significa que está tudo em aberto neste mata-mata."

Dificuldades na partida

"Cada jogo tem a sua história, e eu falei isso na última conferência, que este jogo seria diferente. Hoje, o São Paulo foi mais competente que nós. Foi mais agressivo nos duelos e, em muitos deles, com falta. Conseguiu pressionar perto do nosso gol. Muitas vezes não fomos competentes para sair dessa pressão. Tanto para jogar curto ou pela segunda bola, ou pelas ações individuais, não fomos competentes. Isso fez com que o São Paulo fosse mais forte que nós no primeiro tempo. Vejo que sabíamos que era um jogo equilibrado, como foi. Muitas vezes mal jogado, muito também por causa do desgaste de segunda-feira. Tanto nós quanto eles não estávamos com o tanque cheio, por isso não foi um jogo muito bem jogado, com muitos erros, tanto nossos como deles. Mas o adversário foi mais competente no primeiro tempo, foi mais agressivo e mereceu ganhar porque fez um gol e nós não fizemos nenhum."

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