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Eficiente, Palmeiras bate a Católica no Chile e quebra recorde na Libertadores

Gol da vitória é marcado por Raphael Veiga, de pênalti, ainda no primeiro tempo. Resultado faz time paulista ultrapassar o River Plate e se tornar o detentor da maior sequência invicta como visitante na história do torneio

14 jul 2021 21h39
| atualizado em 15/7/2021 às 08h33
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O Palmeiras não repetiu as boas atuações do Brasileirão em sua estreia no mata-mata da Libertadores, mas fez o suficiente para derrotar a Universidad Católica por 1 a 0 na noite desta quarta-feira. No estádio San Carlos de Apoquindo, em Santiago, a equipe de Abel Ferreira foi pragmática e eficiente para sair do Chile com o triunfo que lhe permite jogar pelo empate quarta-feira que vem, no Allianz Parque. Raphael Veiga, de pênalti, anotou o gol do triunfo do time paulista, cada vez mais cascudo no torneio sul-americano.

O resultado no Chile fez o Palmeiras ultrapassar o River Plate e se isolar como o detentor da maior sequência invicta como visitante da história da Libertadores. São 13 partidas sem perder atuando longe do Allianz Parque, sendo dez vitórias e três empates nesse período. A equipe não perde um jogo do torneio sul-americano desde o dia 2 de abril de 2019, quando levou 1 a 0 do San Lorenzo, em Buenos Aires.

Antes do jogo de volta das oitavas da Libertadores, o atual campeão continental tem compromisso pelo Brasileirão. No domingo, às 16 horas, defende sua liderança contra o Atlético-GO, em Goiânia, pela 12ª rodada.

O que se viu no primeiro tempo em Santiago foi um excesso de faltas e erros de passes, provocados talvez pelo nervosismo, que prejudicaram a qualidade do jogo. Os dois times se alternaram no perde e ganha, reduziram os espaços de cada um, e não conseguiram penetrar nas defesas.

De lado a lado, não houve qualidade técnica em um jogo mais brigado e truncado do que jogado. Faltou compactação aos jogadores do Palmeiras, que tentava a transição com os zagueiros e o lateral Marcos Rocha. Raphael Veiga e Gustavo Scarpa, os meias que seriam responsáveis pela criação, foram anulados pela zaga dos chilenos. Deyverson ficou isolado no ataque e Breno Lopes apareceu mais pra ajudar a marcar do que no ataque.

Até os 35 minutos, o Palmeiras não havia finalizado e sequer tinha entrado na área do adversário, algo raro para o líder do Brasileirão e que tem um dos melhores ataques do torneio. No entanto, a fase do time alviverde é tão boa que o imponderável atuou a seu favor. Depois de falta cobrada por Scarpa da esquerda, a bola sobrou para Deyverson. Ele cruzou e a bola bateu na coxa do marcador. O árbitro precisou de quase cinco minutos para, após ver o lance no monitor do VAR, assinalar a penalidade. Raphael Veiga, que nunca perdeu um pênalti pelo Palmeiras, bateu no meio e abriu o placar.

A eficiência do Palmeiras contrastou com a falta de pontaria da Católica na primeira etapa. Os chilenos criaram ao menos quatro chances para marcar, mas pararam em Weverton duas vezes, na trave e em Zé Rafael. No lance mais perigoso, nos acréscimos, Felipe Gutiérrez acertou a trave em cobrança de falta. Na sequência do lance, com Weverton caído, Zé Rafael emulou Emerson Santos (na semifinal contra o River Plate) e tirou a bola de cabeça em cima da linha.

No segundo tempo, encaixou a marcação e deu menos espaços para os anfitriões nos 20 primeiros minutos. Foi, inclusive, superior, e teve boa chance para ampliar com Scarpa, que recebeu de Breno Lopes e bateu cruzado, perto do gol. Abel renovou o ataque e lançou mão de Dudu e Wesley nas vagas de Scarpa e Breno Lopes. O jovem atacante entrou bem e ficou perto de balançar as redes aos 25 minutos. Ele passou pelo marcador na ponta esquerda da área e finalizou de esquerda para a defesa de Sebastián Pérez.

O time chileno, em busca do empate, também fez modificações. Entraram Francisco Silva, meia que teve passagem pela seleção do Chile, e o veterano atacante Puch. Os dois deram mais qualidade à equipe, que passou a produzir mais ofensivamente, tanto que colocou Weverton para trabalhar.

O goleiro da seleção brasileira saiu do gol para salvar os visitantes em chute de Valência. Na sequência, o goleiro apareceu de novo para desviar para escanteio chute forte de Francisco Silva. Aos 32, mais uma oportunidade para os chilenos. Valencia, livre na pequena área, não conseguiu desviar para o gol. Nos minutos finais, o Palmeiras se fechou e conseguiu segurar o rival chileno.

FICHA TÉCNICA

UNIVERSIDAD CATÓLICA 0 X 1 PALMEIRAS

UNIVERSIDAD CATÓLICA - Sebastián Pérez; Rebolledo, Lanaro, Huerta e Parot; Leiva, Saavedra (Fuenzalida) e Gutiérrez (Francisco Silva); Tapia (Puch), Zampedri e Valencia. Técnico: Gustavo Poyet.

PALMEIRAS - Weverton; Marcos Rocha, Kuscevic, Gustavo Gómez e Viña (Victor Luis); Danilo, Zé Rafael, Gustavo Scarpa (Dudu) e Raphael Veiga (Patrick de Paula); Breno Lopes (Wesley) e Deyverson (Willian). Técnico: Abel Ferreira.

GOLS - Raphael Veiga, aos 41 minutos do primeiro tempo.

ÁRBITRO - Andrés Matonte (Uruguai).

CARTÕES AMARELOS - Zampedri, Marcos Rocha, Parot, Viña, Wesley, Lanaro

LOCAL - Estádio San Carlos de Apoquindo, em Santiago.

Estadão
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