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Dívida sobre Borja faz Atlético Nacional vetar negociar lateral com o Palmeiras

Presidente do clube colombiano cobra o recebimento de mais R$ 12 milhões pela venda do atacante

14 fev 2020
17h22
atualizado às 17h22
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O Atlético Nacional, da Colômbia, se recusa a negociar o lateral-direito Daniel Muñoz com o Palmeiras por não confiar que o clube paulista possa honrar o pagamento pela compra. Em entrevista à rádio online Zona Libre de Humo, o presidente da equipe, Juan David Pérez, disse que está descontente com a equipe brasileira porque a transferência do atacante Miguel Borja ainda não foi resolvida.

Em fevereiro de 2017 o jogador foi vendido do Atlético Nacional ao Palmeiras em fevereiro de 2017. A operação custou cerca de R$ 33 milhões por 70% dos direitos econômicos. A equipe colombiana entende que o acordo previa o pagamento de mais R$ 12 milhões em agosto de 2019 referentes aos outros 30%. Como o valor ainda não foi pago, o Atlético Nacional fez uma reclamação formal à Fifa.

Presidente do Atlético Nacional critica falta de pagamento do Palmeiras
Presidente do Atlético Nacional critica falta de pagamento do Palmeiras
Foto: Divulgação/Atlético Nacional / Estadão

O presidente Juan David Pérez essa problema desmotiva o clube a abrir negociação com o Palmeiras. "Não tem nada. Aqui se diz que não se castra um cachorro duas vezes", disse à emissora. "Essa é uma situação que vem desde o segundo semestre do ano passado. Houve o vencimento de um valor adicional pelo Borja, cobramos nossa parte em agosto", completou.

Segundo o Atlético Nacional, o valor deveria ter sido recebido em agosto porque o acordo previa esse repasse caso Borja não fosse vendido pelo Palmeiras a uma outra equipe até agosto de 2019. Por outro lado, o time paulista defende uma interpretação diferente do contrato assinado, ao sustentar que não havia prazo para pagamento e que o clube colombiano teria direito de manter os 30% dos direitos econômicos.

Borja foi emprestado no início deste ano ao Junior Barranquilla. O contrato é de uma temporada. O jogador terá 50% dos direitos econômicos comprados automaticamente pela equipe se fizer 23 gols ou atuar em 73% das partidas como titular. A operação será de cerca de R$ 19 milhões.

Estadão
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