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Carille critica Deyverson e aposta em postura firme de Felipão

7 fev 2019
08h13
atualizado às 08h13
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As críticas a Deyverson surgem de todos os lados. Nem mesmo Fábio Carille, técnico do Corinthians, deixou de comentar a cusparada do centroavante no rosto de Richard durante o Derby de sábado, que acabou com a vitória corintiana por 1 a 0 dentro do Allianz Parque.

Logo após o fim do clássico, Luis Felipe Scolari chegou a dizer que Deyverson merecia ser expulso três vezes. A repercussão negativa deu coragem à diretoria alviverde para multar o jogador em R$ 350 mil. O Palmeiras, fala-se em fim da paciência, o que significa que o clube não segurará Deyverson, caso chegue uma proposta de outra equipe.

"Achei muito legal a coletiva do Felipão. A gente não pode aceitar que atletas façam isso. Foi um lance que poderia ter acontecido e o arbitro não ter visto, poderia passar em branco e aí (Richard) ter equilíbrio para não perder a cabeça naquele momento. Para um atacante, ser expulso cinco vezes em 60 jogos (na verdade, 66) é um número muito alto. Jogador que tem vontade, gosta de incendiar jogo, mas tem que ter um controle melhor. Tenho certeza que o Felipão e sua comissão vão saber conduzir da melhor forma", opinou Carille.

Apesar de Corinthians e Palmeiras já estarem focados em novos compromissos, o Derby ainda ecoa no alvinegro. Fábio Carille, que venceu sete de oito confrontos com os palmeirenses, aproveitou para cutucar aqueles que colocavam os alviverdes como favoritos antes da bola rolar.

"É algo que eu sempre vou falar aqui: algumas pessoas da imprensa não entendem. Clássico é 50% para cada um, em qualquer estádio. O Corinthians já chegou melhor e perdeu para times piores. Clássico, contra quem for, é 50% para cada um. Não existe isso, é muita teoria, falam demais, mas é isso. Estou falando de todos os grandes, não só do Corinthians. Depois é "não imaginava". Pode colocar na cabeça que é 50%, independente de fase, local ou campeonato".

Apesar de dividir a responsabilidade e o favoritismo nos clássicos, Fábio Carille também admitiu que não teria condições ainda de armar um Corinthians com uma formação mais ofensiva diante dos atuais campeões brasileiros.

"Eu sabia que eu não podia sair para propor o jogo lá. Não via meu time colocando a bola no chão, como em 2017, quando a gente ganhou lá. Acreditamos que aquele modo de jogo (mostrado sábado) podia deixar o time mais perto da vitória, e deu certo. Mas eu sei que eu seria criticado se eu perdesse o jogo, mas futebol é ter humildade e entender o momento. E aquilo era o que deveríamos fazer naquele momento", afirmou.

Apesar da euforia pelo triunfo no Allianz Parque, nessa quinta tem decisão pela Copa do Brasil. O Timão encara o Ferroviário-CE, às 21h (de Brasília), em Londrina (PR), pela primeira fase da Copa do Brasil, em duelo único.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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