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Allianz Parque abre as portas para Barcelona treinar garotos brasileiros

Atividade durante o fim de semana tem grande presença de meninas e ensinamentos da filosofia de jogo do clube catalão

20 jul 2019
04h42
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O poderio e tradição do Barcelona vão tomar conta do Allianz Parque durante o fim de semana. O clube europeu resolveu pela primeira vez realizar no estádio do Palmeiras uma sequência de trabalhos educacionais e esportivos voltados para crianças de seis a 15 anos. Com professores espanhóis e atividades táticas, a clínica do clube catalão atraiu 150 inscritos.

O trabalho teve início na sexta e vai até domingo. A iniciativa contempla o rol de projetos das academias do Barcelona, responsáveis por divulgar valores e a marca da equipe. O embaixador do clube no Brasil é o ex-zagueiro Edmilson, pentacampeão mundial em 2002, explicou que as atividades para as crianças consistem em transmitir a filosofia de jogo dos catalães em cada etapa do treino.

"Toda a parte de treinamento, até a roda de 'bobinho', é parte da identidade de jogo do clube. A metodologia foi criada em cima do estilo de atuar do Barcelona, com muita posse de bola e passes", afirmou o ex-atleta brasileiro ao Estado. Para se inscrever nos três dias de atividades, cada família precisou desembolsar R$ 1,9 mil. Parte dos interessados é formada por meninas.

O Estado acompanhou o primeiro treino. Os "professores" dividiram o gramado do Allianz em campos menores e orientaram o posicionamento pelas laterais, com calma para trocar passes. Chutões eram proibidos.

Dos 70 adolescentes presentes, oito eram meninas. Mariana Alonso, de 12 anos, era uma delas. Acostumada a jogar como pivô nas quadras de futsal da escola, ela se inscreveu nos treinos do Barcelona para evoluir nos fundamentos e se tornar um pouco mais competitiva.

"A cada dia as meninas gostam mais de futebol e os meninos começam a compreender melhor nossa presença. Existe mais respeito. O treino é legal porque todo mundo fica concentrado, guarda posição e não fica correndo para todo lado", explicou. Aos dez anos, Felipe Viana contou ter adquirido noções diferentes de futebol. "Os professores se preocupam com o posicionamento. Sempre pediam para a gente se posicionar mais aberto."

O fim de semana tem como objetivo fazer a turma se sentir como atletas do Barcelona. Todos ganham uniformes, precisam usar a camisa por dentro do calção e deixar o meião arrumado até a altura dos joelhos. É regra.

Antes de começar, todos escutam instruções dos treinadores espanhóis, ouvem o hino do time e são apresentados aos principais ídolos da história do Barcelona. O objetivo do clube não é sair do Brasil com um novo Lionel Messi, mas contribuir para a formação de meninos e meninas. "O projeto serve para ajudar na formação das pessoas e depois, quem sabe, fazer com que ela se torne um profissional. Queremos educar com valores a partir do futebol", diz o técnico David Garcia.

Estadão
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