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Abel Ferreira teme que Brasileirão seja decidido fora de campo: "Começo a ficar com algumas dúvidas"

30 jul 2022 - 21h15
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A arbitragem foi, mais uma vez, o tema central da entrevista coletiva do técnico português Abel Ferreira após a vitória do Palmeiras sobre o Ceará por 2 a 1, neste sábado, na Arena Castelão, em Fortaleza, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. Minutos após Anderson Barros, diretor de futebol do clube alviverde, fazer um pronunciamento criticando a atuação do árbitro gaúcho Anderson Daronco, o treinador começou a falar já sobre o assunto. E disse temer pela competição sendo decidida fora de campo.

"Temos que valorizar mais aquilo que temos, não podemos ficar mais só nas cadeiras que temos e receber o nosso dinheiro sem ação. Fico triste porque gostaria de ter um comportamento diferente no banco. Tenho feito um esforço muito grande para me controlar, mas acontecem coisas dentro do campo que me tiram do sério porque há muita coisa em jogo. Há títulos, prestígio, dinheiro e, acima de tudo, o nosso trabalho. Na última conferência (entrevista) disse que gostaria que esse campeonato fosse decidido dentro das quatro linhas por duas equipes, mas começo a ficar com algumas dúvidas. Mas vamos continuar fazendo o que controlamos", afirmou.

O que mais Abel Ferreira reclamou do jogo foi a marcação do pênalti de Danilo em Vina, que gerou o gol do Ceará na parte final do segundo tempo. No lance, Daronco nem foi chamado pelo VAR para analisar a jogada.

"Sinto uma mágoa dentro de mim porque este senhor (Daronco) é um dos melhores árbitros brasileiros. Hoje (sábado) ganhamos, mas poderíamos ter empatado ou perdido, já ficamos fora de uma competição por coisas que não controlamos. Portanto, é dar os parabéns aos meus jogadores que foram guerreiros, competentes, inteligentes. Ganhamos em um campo que é muito difícil ganhar, basta ver as equipes que estão brigando pelo título como nós e que vieram aqui e não ganharam. Parabéns aos meus jogadores, seguir nessa luta e procurar ser positivo para passar por todos os obstáculos, dando sempre o melhor de nós", comentou.

"A única coisa que tenho a dizer é que o futebol brasileiro é uma das maiores indústrias do país, uma das indústrias que mais exporta, uma das indústrias que mais dinheiro dá ao Estado e nós, treinadores, jogadores temos a responsabilidade do que eu controlo. Ter equipes competitivas, ter uma equipe que nós valorizamos, ter uma equipe em que muitas equipes da Europa querem nossos jogadores, e essa é minha função. Valorizar o espetáculo, valorizar o clube, valorizar meus jogadores", disse Abel Ferreira.

Críticas à parte, o treinador fez questão de destacar a importância da vitória para o Palmeiras e voltou a criticar a condição do gramado da Arena Castelão. "Sabemos o quanto é importante essa vitória aqui, o quanto meus jogadores trabalharam para ganhar aqui. Fizemos uma primeira parte boa, inteligente, jogamos o melhor que podíamos neste gramado porque é um gramado em que sempre precisamos dar três ou quatro toques. Onde a velocidade de jogo, por duas razões, porque o gramado é ruim, e porque o calor aperta, mas é para as duas equipes. Portanto, uma primeira parte muito bem conseguida por nossa parte, a segunda também. Depois da expulsão, controlamos o jogo todo", afirmou.

"Uma vitória justa e que poderia ter sido ainda maior, mas de qualquer maneira, dar os parabéns para o nosso adversário, porque sabíamos o quão difícil era jogar aqui e um jogo que, na minha opinião, foi a vitória da melhor equipe, que melhor jogou e que teve que sofrer um pouco no fim, mas faz parte", finalizou o português.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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