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Suzuki aparece irregular e longe das vitórias, e Mir vê defesa do título escorrer pelo ralo

Com 79 pontos de atraso para Fabio Quartararo na classificação da MotoGP, o campeão vigente se despediu da briga pela taça no GP das Américas do fim de semana

6 out 2021 14h11
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Joan Mir já está matematicamente fora da briga pelo título
Joan Mir já está matematicamente fora da briga pelo título
Foto: AFP / Grande Prêmio

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Joan Mir não tem mais como defender o título da MotoGP. Campeão em 2020 com uma única vitória, o espanhol de Palma de Maiorca não só não conseguiu aumentar essa conta ― ao menos até aqui ―, como também não mostrou a regularidade que lhe assegurou a taça do ano passado. E o que faltou para ele, foi justamente o que sobrou para Fabio Quartararo.

Com 254 pontos na classificação do Mundial de Pilotos, o francês da Yamaha terá a primeira oportunidade de fechar a conta de 2021 no GP do Feito na Itália e da Emilia-Romanha. Ao longo das 15 etapas disputadas até aqui, 'El Diablo' somou cinco vitórias e outros cinco pódios, com o pior resultado do ano sendo o 13º lugar no GP da Espanha. Nas outras corridas, Fabio foi quinto, sexto, sétimo e oitavo.

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Joan Mir já deu adeus à briga pelo título (Foto: Suzuki)

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Mir, por outro lado, somou cinco pódios no ano, quatro deles pelo terceiro lugar. Nas outras corridas, acumulou um abandono, foi três vezes quarto colocado, uma vez quinto, sexto, sétimo e oitavo, e duas vezes nono.

Apesar de ter fechado a temporada passada com aquela que era considerada a melhor moto do grid, a GSX-RR não conseguiu dar o mesmo bom passo das rivais. A performance em largadas foi por vezes determinante, bem como a falta de velocidade. Os pilotos da Suzuki ainda conseguiram repetir neste ano as boas provas de recuperação que aconteceram no ano passado, mas de forma bem menos chamativa.

Além de não conseguir fazer frente às forças de Yamaha e Ducati, especialmente, a Suzuki também se viu sem o homem forte da equipe, já que Davide Brivio foi 'roubado' pela Alpine para trabalhar na Fórmula 1. A ideia inicial foi não substituir o italiano, um plano que já mudou para o ano que vem.

Embora a matemática só tenha definido o fim das chances matemáticas apenas em Austin, Mir já tinha ciência de que não conseguiria renovar a taça já há mais tempo. Assim como a Suzuki.

A marca de Hamamatsu, aliás, já está olhando para 2022 e aproveitou o teste recente em Misano para provar um novo motor, que, segundo os pilotos, tem mais potência do que o atual. Além disso, um novo chassi e o já atrasado dispositivo holeshot também estão sendo desenvolvidos.

Para 2021, resta para Mir apenas a briga pelo título de vice-campeão. Mir hoje tem 27 pontos de atraso para Francesco Bagnaia. Com 75 ainda em disputa, é mais do que possível alcançar uma posição melhor na tabela. No entanto, Pecco vive um momento excelente, vindo de duas vitórias e um pódio.

O vice-campeonato é também uma tarefa difícil, especialmente por se tratar da forte Ducati. Mas é o que resta em um ano que fica com um tom de decepção.

A MotoGP volta às pistas no próximo dia 24 de outubro para o GP do Feito na Itália e da Emília-Romanha, em Misano. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2021.

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