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Sachsenring rasga histórico e opõe Ducati, Yamaha e KTM no GP da Alemanha de MotoGP

A Honda pode até ter um histórico glorioso no traçado de Chemnitz, mas está longe de ser aposta certeira para vitória na corrida deste domingo. Fora da primeira fila, Miguel Oliveira foi quem mostrou o melhor ritmo, mas a briga promete incluir Johann Zarco e Fabio Quartararo

19 jun 2021 15h32
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Johann Zarco acha que pole vai permitir maior cuidado com pneus
Johann Zarco acha que pole vai permitir maior cuidado com pneus
Foto: Pramac / Grande Prêmio

Sabe aquela máxima de que histórico não ganha jogo? Pois não ganha corrida também! Sachsenring é conhecido como um território Honda, já que a marca está invicta por lá desde 2010, mas em meio à má fase da marca da asa dourada, nem mesmo o bom retrospecto veio para jogo. Pelo que se viu até aqui, o GP da Alemanha vai opor Ducati, Yamaha e KTM.

Para ser fiel à realidade, é bom ressaltar que Marc Márquez, vencedor das últimas sete edições da corrida alemã, não está no auge da forma. O espanhol de Cervera segue pagando os pecados com a fratura no braço direito sofrida na abertura do campeonato de 2020 ― ainda que o osso não seja mais o problema ― e não tem feito a diferença a bordo da RC213V como costumava fazer.

Johann Zarco colocou a Ducati na pole em Sachsenring pela primeira vez desde 2008
Johann Zarco colocou a Ducati na pole em Sachsenring pela primeira vez desde 2008
Foto: Pramac / Grande Prêmio

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Neste sábado (19), Johann Zarco colocou um ponto final na sequência de poles no traçado de Chemnitz e, no domingo, alguém vai se encarregar de derrubar outro 'mito'.

"A sequência de poles terminou e, amanhã, acabará a de vitórias", garantiu o próprio Marc Márquez. "Não estamos prontos para ganhar", ressaltou.

Mas quem é que será coroado o novo rei de Sachsenring? Na hora da classificação, a vantagem foi de Johann Zarco, que cravou 1min20s236, caiu e conquistou a pole-position. Ainda assim, o francês não se vê com um pé no topo do pódio, mas reconhece que poderá cuidar melhor dos pneus.

"Pensar na vitória agora é realmente otimista, pois ainda tenho uma grande dúvida em relação ao ritmo de corrida. Dei um grande passo de ontem para esta manhã, então é uma boa prova do bom trabalho que a equipe está fazendo", disse Zarco. "Nesta tarde, terminei em quarto no TL4, mas troquei o pneu no fim do treino, pois estava com muita dificuldade com o usado. Mas é sempre bom coletar informações", ponderou.

"Espero que amanhã eu encontre outro passo com a equipe. É difícil para nós, mas acho que também é para os outros", considerou. "Largar da pole me dá esta vantagem de ter uma chance. Não de controlar a corrida, mas de controlar um pouco os meus pneus e ver se eu posso ser líder ou não", indicou.

A aposta da Michelin é de que os pilotos vão calçar pneus duros na dianteira. O macio é carta fora do baralho para todo mundo, mas os médios podem ser usados na frente por competidores menos agressivos. Para a traseira, os médios são os que oferecem o melhor equilibro entre aderência, consistência e estabilidade.

Senhor das poles em 2021, Fabio Quartararo viu Zarco levar a melhor em Sachsenring, mas não mostrou um ritmo muito ruim, ainda que o dia tenha sido bastante difícil para as outras Yamaha: Valentino Rossi vai largar em 15º, Franco Morbidelli em 17º e Maverick Viñales só em penúltimo.

Fabio Quartararo viu cair a sequência de poles em 2021
Fabio Quartararo viu cair a sequência de poles em 2021
Foto: Yamaha / Grande Prêmio

FATOS E CURIOSIDADES

"Foi muito duro. Não estava me sentindo tão bem na moto hoje. De falto, ao longo de todo o fim de semana, nós tivemos um pouco de dificuldade, como todas as Yamaha. Mas eu consegui fazer uma volta boa", comentou Fabio. "Na minha primeira volta, tinham muitos pilotos na pista, mas eu consegui fazer uma boa segunda volta e não estamos longe da pole", continuou.

"Dei 100% de mim e isso foi o melhor que pude fazer, então estou feliz. Amanhã vamos tentar fazer a melhor largada possível. Temos um bom ritmo, então vamos ver o que poderemos fazer na corrida", acrescentou.

O terceiro elemento da primeira fila é Aleix Espargaró. O catalão encerrou um jejum de 21 anos da Aprilia, mas, apesar de ter mostrado um ritmo forte, não se vê na briga pela vitória.

"A melhor coisa de hoje foi chegar no parque fechado e ver os sorrisos do meu time. Recompensá-los com uma boa performance é mais importante para mim do que o resultado em si", disse Aleix. "Sabia que podia ser rápido. A característica da pista nos ajuda e já ontem nós tivemos boas sensações. É verdade que é só sábado, mas começar da frente não é uma vantagem pequena", seguiu.

"As características da pista, definitivamente, casam com os pontos fortes da RS-GP: estável e altamente eficiente na freada", apontou. "É difícil fazer previsões para amanhã. Nosso ritmo é bom, mas têm muitos pilotos próximos, então mirar o top-5 parece ser a coisa mais realista a fazer", concluiu.

Entre os destaques da temporada, Jack Miller não conseguiu um lugar na primeira fila, mas muito mais por azar do que pelo desempenho da Desmosedici. Assim, o australiano vai sair em quarto.

Miguel Oliveira mostrou um ritmo forte na Alemanha
Miguel Oliveira mostrou um ritmo forte na Alemanha
Foto: KTM / Grande Prêmio

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"Estava esperando fazer um pouquinho mais na classificação de hoje, mas tivemos muito azar, já que as minhas duas melhores voltas com o pneu macio foram atrapalhadas por bandeiras amarelas", relatou Jack. "De qualquer forma, vamos começar na segunda fila e tenho certeza que isso nos permitira lutar por um bom resultado", apostou.

"No papel, esta deveria ser uma pista difícil para nós, mas a pole de Zarco provou que a nossa moto está funcionando bem aqui. Então, estou confiante para a corrida", avisou.

Sempre favorito em Sachsenring, Marc Márquez ficou com a quinta colocação, mas nem ele mesmo aposta em um triunfo. Nos treinos, contudo, o hexacampeão mostrou ter ritmo para ao menos brigar pelo pódio.

"O foco hoje não era a pole. Sabemos qual a nossa situação e o que é realista, pois estamos com dificuldade em volta lançada", admitiu. "A classificação foi aceitável, fizemos uma boa primeira volta e aí foi difícil melhorar com as bandeiras amarelas", apontou.

"Nosso ritmo de corrida não é tão ruim, estamos mais perto da frente do que em outros circuitos, mas ainda acho que eles têm algo extra no momento", opinou. "São muitas voltas e parece que será muito calor outra vez. Sinto menos limitações físicas do que antes, então não acho que esse será um grande problema para nós. Será difícil para todo mundo", reconheceu.

Vindo de vitória na Catalunha, Miguel Oliveira vai completar a segunda fila na Alemanha, mas foi quem mostrou o melhor ritmo nos treinos. Além disso, o português já mostrou outras vezes que é perfeitamente capaz de largadas para lá de fortes.

"Hoje foi meio caótico", resumiu Miguel. "Me senti bem na moto no Q2, mas não consegui fazer nenhuma volta limpa, então estou um pouco desapontado com isso e com a nossa estratégia, que resultou na segunda fila", comentou.

"O ritmo está lá, somos um dos mais fortes, então precisamos de uma boa largada para manter a nossa posição e preservar a vida do pneu para lutarmos ao longo da corrida", encerrou.

A largada do GP da Alemanha de MotoGP, oitava etapa da temporada 2021, está marcada para as 9h (de Brasília). Acompanhe a cobertura do GRANDE PRÊMIO sobre o Mundial de Motovelocidade.

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