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Pol Espargaró sofre com Honda apagada e sai frustrado da primeira metade da MotoGP 2021

Em uma fase sem brilho da Honda, o catalão não conseguiu extrair nada de muito impressionante da RC213V e saiu de férias com só 41 pontos na conta do Mundial de Pilotos de 2021

23 jul 2021 05h02
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Pol Espargaró faz a primeira temporada com a RC213V
Pol Espargaró faz a primeira temporada com a RC213V
Foto: Repsol / Grande Prêmio

Pol Espargaró saiu frustrado da primeira metade da temporada 2021 da MotoGP. Depois de trocar a KTM pela Honda, o piloto de Granollers encontrou uma RC213V sem brilho e não conseguiu fazer nada sequer ligeiramente memorável nas primeiras nove corridas com a marca.

Com sete temporadas completas no currículo na classe rainha do Mundial de Motovelocidade, Pol ganhou a chance na Honda antes mesmo do início do campeonato passado, contratado para assumir um lugar que ficou na mão de Álex Márquez por apenas um ano ― o campeão de 2019 da Moto2, aliás, sucedeu Jorge Lorenzo, que preferiu a aposentadoria depois de um ano todo de sofrimento e falta de resultados com a moto da asa dourada.

Pol Espargaró ainda não conseguiu uma grande performance com a Honda (Foto: Repsol)

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Com sete temporadas completas no currículo na classe rainha do Mundial de Motovelocidade, Pol ganhou a chance na Honda antes mesmo do início do campeonato passado, contratado para assumir um lugar que ficou na mão de Álex Márquez por apenas um ano ― o campeão de 2019 da Moto2, aliás, sucedeu Jorge Lorenzo, que preferiu a aposentadoria depois de um ano todo de sofrimento e falta de resultados com a moto da asa dourada.

Naquela época, a escolha fazia total sentido. A Honda era não só a campeã vigente, mas também uma moto dominante. A KTM, por outro lado, ainda crescia, tentando desenvolver a RC16, a caçula entre as motos do grid.

Mas isso tudo mudou ao longo de 2020. Logo na primeira corrida do ano, Marc Márquez quebrou o braço direito em uma queda em Jerez e, depois de uma série de decisões médicas e estratégicas questionáveis, acabou nove meses afastado, o que jogou a Honda direto para o maior jejum de vitória desde que voltou à MotoGP, em 1982.

A casa de Mattighofen, por outro lado, venceu a terceira corrida daquele, com Brad Binder, e outras duas com Miguel Oliveira. No fim das contas, os austríacos fecharam o Mundial na quarta colocação, com 200 pontos, 56 a mais que a Honda, a quinta da disputa dos Construtores.

Mas não havia mais o que fazer. Com a mudança pronta, Pol negou arrependimento e confiava que poderia fazer tal qual Marc Márquez e extrair mais da moto do que ela tinha para oferecer. Até aqui, contudo, o máximo que ele conseguiu extrair da RCV o levou ao oitavo lugar dos GPs do Catar e da França.

Com isso, Pol saiu de férias com só 41 pontos na classificação, a menor pontuação registrada por ele após nove corridas nos últimos três anos. E não é só isso. O irmão de Aleix também está atrás de Marc Márquez, perdeu as duas primeiras corridas do ano e, mesmo ainda longe da melhor forma, já até venceu corrida, encerrando o jejum da Honda.

Porém, é justo reconhecer que os problemas não são só dele. Álex Márquez e Takaaki Nakagami também não estão bem em 2021. Os dois apresentam um desempenho abaixo até daquele mostrado no ano passado. Marc Márquez também não é aquele Marc Márquez de sempre, mas ainda é difícil dizer quanto disso diz respeito ao tempo longe da MotoGP e quanto é resultado das deficiências da moto.

O fato é que, até agora, Pol pareceu perdido, sem saber para onde correr. O piloto de 30 anos já reclamou da maneira de trabalhar da Honda, já que considerava que estava com uma RC213V diferente das ouras três. Ele também falou em copiar Marc nos mínimos detalhes. O que, claro, é para lá de difícil e não parece sequer factível.

Mas a solução para o caso Espargaró não passa apenas por ele. Antes da pausa, o espanhol fez uma listinha de desejos para o retorno a ativa, na Áustria. E são tarefas que cabem para a fábrica.

"O que precisamos para a Áustria é mais grip e dirigibilidade, mais estabilidade e um pouco mais de potência. É isso que nos falta", pontuou. "A estabilidade da moto tem sido um problema, aparecendo muito e, quando isso acontece, você desperdiça muita energia simplesmente tentando controlar a moto na reta", explicou.

Mesmo admitindo a decepção com os resultados, Pol reconhece que não esperava muito mais neste início de primeiro ano.

"Não tinha expectativas para o início da temporada, pois, depois de ver os resultados dos caras da Honda no ano passado, eles com certeza não foram bons", disse Pol. "Estou empatado em pontos com Taka, nove atrás de Márquez, mas, com certeza os resultados não estão chegando. Na pior situação, ser a segunda Honda não é ruim, mas, certamente, não é o que queremos", seguiu.

"Quero estar mais adiante no campeonato, quero fazer resultados melhores e, com certeza, a nossa performance foi ruim na primeira parte da temporada. Vamos torcer para uma segunda metade melhor, especialmente sem tantos erros", completou.

Pol já mostrou que é bom piloto. Se a Honda conseguir acertar ao menos parte dos problemas da RC213V, o caçula dos Espargaró pode dar um passo à frente em termos de performance. Mas o desafio de superar Marc Márquez segue sendo grande demais. Mesmo com hexacampeão longe da melhor forma.

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