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Morbidelli faz sincerão e admite que contrato blinda de "pânico e pressão" da Yamaha

Ítalo-brasileiro assumiu que não está com o mesmo nível de performance de Fabio Quartararo e reconheceu que ter um contrato para 2023 em um momento como este é uma sorte

29 abr 2022 05h01
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Franco Morbidelli reconheceu que deveria ter a mesma performance de Fabio Quartararo
Franco Morbidelli reconheceu que deveria ter a mesma performance de Fabio Quartararo
Foto: Yamaha / Grande Prêmio

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Franco Morbidelli reconheceu que tem sorte por já ter um contrato com a Yamaha para a temporada 2023 da MotoGP. O ítalo-brasileiro assumiu que não está no mesmo nível de performance de Fabio Quartararo e avaliou que o vínculo prévio o blinda de pressões da casa de Iwata.

Escolhido pela Yamaha para substituir Maverick Viñales em meados da temporada passada, Morbidelli assinou um contrato de dois anos e, assim, é um dos poucos que já tem uma definição para 2023. A performance, porém, tem sido muito distante daquela que motivou a contratação.

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Franco Morbidelli já tem contrato para 2023 (Foto: Divulgação/MotoGP)

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Em 2020, Franco conquistou três vitórias e o vice-campeonato da MotoGP, só 13 pontos atrás de Joan Mir, o campeão. O então piloto da SRT, porém, usava uma moto do ano anterior da Yamaha. 2021, contudo, foi marco por lesão, já que o piloto de Roma encarou uma longa ausência por conta de uma lesão nos ligamentos do joelho que forçou uma cirurgia.

Agora, mesmo recuperado, Morbidelli soma apenas 17 pontos, 52 a menos que Quartararo, que lidera o Mundial de Pilotos depois de cinco etapas.

Questionado se acredita que tem sorte por ter um contrato em vigor para 2023, Morbidelli foi sincero e respondeu: "Sim. Não tenho a performance do meu companheiro de equipe, que está vencendo corrida. Eu deveria atuar como ele".

"Agora, tenho tudo [para fazer isso]: tenho a equipe, tenho a moto, tenho os meios. Mas, no momento, não estou fazendo", assumiu. "Então seria o momento de uma fábrica, não sei, entrar em pânico ou pressionar de alguma maneira. Mas não é o caso, pois tenho mais um ano de contrato", seguiu.

Mesmo ciente da situação ruim, Franco avaliou que fez progresso nas últimas corridas, "mesmo que não pareça".

"Se me compararmos com Fabio, por exemplo, na primeira corrida [no Catar], estávamos na mesma, meu tempo [mais rápido] foi mais rápido que o dele, meu ritmo de corrida foi similar ao dele ― só tive uma largada ruim", indicou. "Depois, me afastei mais e mais. Mas eu precisava tomar um rumo e passar por um processo, com a equipe e a moto, e sentir que fizemos as coisas corretas na maior parte do tempo ― não o tempo todo, mas na maior parte do tempo", explicou. "E estamos indo para o nosso máximo, mesmo que às vezes a performance não diga isso", avaliou.

O ítalo-brasileiro apontou que, apesar das dificuldades, a moto não parece tão diferente daquela com que ele foi bem em anos anteriores, o que faz com que ele mantenha a esperança.

"Sabemos que é possível, por causa da minha sensação. O meu sentimento é que a moto não é tão diferente da moto que pilotei em 2019, 2020 e 2021", comparou. "Parece que é a mesma moto, só um pouco mais rápida na moto e não tão bem acertada", avaliou.

"Então precisamos acreditar na minha sensação e seguir trabalhando para encontrar as coisas certas", encerrou.

A MotoGP volta às pistas na semana que vem para o GP da Espanha, em Jerez de la Frontera. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da sexta etapa do Mundial de Motovelocidade 2022.

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