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Foggia segura Masià e vence em Misano. Acosta é 3º e perde match-point na Moto3

Dennis Foggia entrou na pista determinado a reagir depois do péssimo treino classificatório, escalou o pelotão e venceu com autoridade o GP da Emília-Romanha. Jaume Masià e Pedro Acosta completaram o pódio

24 out 2021 06h47
| atualizado às 07h02
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Dennis Foggia venceu de novo em Misano
Dennis Foggia venceu de novo em Misano
Foto: Leopard Racing / Grande Prêmio

ADEUS DE ROSSI E TRIBUTO A SIMONCELLI: MOTOGP TRANSBORDA EMOÇÃO EM MISANO | GP às 10

A Moto3 é, muitas vezes, um campeonato imprevisível e o GP da Emília-Romanha foi um bom exemplo disso. Depois de uma péssima classificação, que o relegou ao mísero 14º lugar no grid, Dennis Foggia fez uma grande prova de recuperação em Misano para vencer e manter vivas as chances de título nas etapas finais do campeonato.

A missão de Foggia não foi das mais fáceis. Largando no meio do pelotão, precisou passar piloto a piloto, tirou a desvantagem que tinha para os líderes e ainda segurou Jaume Masià nas voltas finais. Com isso, tirou pontos do rival Pedro Acosta e adiou a definição do título para o GP do Algarve.

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Dennis Foggia reagiu depois de fazer treinos ruins (Foto: Leopard Racing)

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Masià foi o segundo colocado em Misano, com Acosta novamente no pódio em terceiro. Apesar de estar atrás de Foggia, o espanhol segue confortável na liderança da Moto3, com 21 pontos de vantagem.

Darryn Binder ficou em quarto, seguido por Stefano Nepa, Niccolò Antonelli, Romano Fenati, Ayumu Sasaki, Xavier Artigas e Filip Salac, completando o top-10 no GP da Emília-Romanha.

A Moto3 volta às pistas no próximo dia 7 de novembro para o GP do Algarve, em Portimão. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2021.

Saiba como foi o GP do Feito na Itália e da Emília-Romanha de Moto3:

Diferente dos outros dias do fim de semana, o domingo amanheceu sol em Misano. Antes da largada da Moto3, os termômetros mediam 19°C, com o asfalto chegando a 17°C. A velocidade do vento era de 10 km/h.

A escolha de pneus para esta segunda corrida do ano em Misano foi quase que totalmente uniforme. Todos os pilotos optaram pela borracha mais dura na dianteira e da macia atrás, com exceção de Pedro Acosta, que usou o H4, o pneu mais firme.

Quando as luzes se apagaram para a largada em Misano, Niccolò Antonelli saiu bem e sustentou a ponta tranquilamente, com Riccardo Rossi assumindo o segundo posto. Izán Guevara e Stefano Nepa logo avançaram, subindo para segundo e terceiro.

Apesar do bom início de disputa, Antonelli não conseguiu se afastar do pelotão e já vinha pressionado por Guevara. Nepa era o terceiro, com Filip Salac e Jaume Masià aparecendo logo atrás.

Stefano, então, tomou o segundo posto de Guevara e logo foi para cima de Antonelli. O piloto da Avintia não conseguiu se defender do ataque e caiu para segundo, com Nepa assumindo o comando. Masià pulou para terceiro, à frente de Guevara, Salac e Acosta. Dennis Foggia era o 14º.

Em meados da volta 4, Antonelli recuperou a liderança da corrida. Nepa ainda tentou retaliar, mas Niccolò defendeu bem e se afastou ligeiramente, com Masià assumindo o terceiro posto, à frente de Salac e Acosta.

Masià logo assumiu o segundo posto, já com 0s237 de atraso para Antonelli. Salac chegou a tomar a posição, mas o espanhol logo voltou para a frente em Misano.

Na volta 6, Masià tentou ameaçar a liderança de Antonelli, que não só defendeu, como ainda viu Nepa passar Jaume. Mais atrás, Riccardo Rossi e John McPhee se enroscaram na curva 10. O italiano caiu e a moto ficou no meio da pista, mas os fiscais conseguiram resolver tudo apenas com uma bandeira amarela.

Masià retomou o segundo posto e tentou atacar pela liderança na curva 12, mas não consolidou a manobra. Nepa, Acosta e Guevara fechavam o top-5.

Stefano, aliás, voltou a passar Masià pelo segundo lugar, mas a inversão durou pouco e foi desfeita por Jaume pouco depois.

Pouco depois, já na volta nove, McPhee abandonou a disputa após uma queda na curva 1 de Misano.

Enquanto isso, Antonelli sustentava a liderança com 0s111 de frente para Nepa, que não conseguia se livrar da pressão de Guevara. Tanto é que o italiano mais uma vez perdeu a posição para o piloto da Aspar. Mais atrás, Foggia tinha avançado para a nona colocação.

Passadas 11 das 23 voltas previstas, Antonelli se afastou pouco mais de 0s2 de Nepa, que tinha tomado a segunda colocação. Acosta era o terceiro, diante de Darryn Binder e Guevara. Masià caiu para sexto, com Foggia já aparecendo em oitavo.

Na curva 15, Tatsuki Suuzki caiu e abandonou a corrida, mas escapou de lesões maiores.

Na metade da corrida, Acosta tomou a liderança pela primeira vez, aproveitando um erro de Antonelli entre as curvas 6 e 7. Niccolò, aliás, escorregou para a sétima colocação.

Nepa logo atacou Acosta, mas tampouco ficou com a liderança, que passou para Guevara. Foggia também surgiu para ocupar o terceiro posto, diante de Binder e Acosta, que tinha dado uma titubeada na curva 10.

Com dez voltas para o fim, Andrea Migno caiu na curva 16 e também não pôde voltar à corrida. O piloto da casa escapou de ferimentos maiores.

Enquanto isso, Masià recuperou a liderança, com Foggia passando Guevara para ser o segundo colocado. Binder vinha em quarto, diante de Acosta, Nepa e Antonelli.

Na mesma volta, Foggia colocou por dentro e tomou a liderança de Masià. O piloto da Leopard tinha recuperado 13 posições no traçado italiano após iniciar a corrida em 14º.

Empenhado em cortar a vantagem de Acosta na liderança do Mundial, Foggia não deu margem para os rivais e sustou a liderança de maneira sólida, com cerca de só 0s1 de frente para Masià. Guevara era o terceiro, seguido por Binder e Nepa. Pedro vinha só em sexto, sem conseguiu colar em Stefano, que já tinha mais de 1s de atraso para o primeiro pelotão.

Faltando só seis voltas em Misano, Guevara caiu na curva 8, mas logo subiu na moto e voltou para a pista. No entanto, o vencedor de Austin tinha despencado para a 16ª colocação.

Acosta aproveitou um errinho de Nepa e assumiu a quarta posição, mas não se livrou da pressão do italiano. Enquanto isso, Foggia e Masià tinham se isolado na ponta, abrindo quase 1s de vantagem para Binder, o terceiro.

Com quatro voltas para o fim, Nepa passou Acosta e voltou ao quarto posto. O piloto da Red Bull KTM Ajo ainda tentou responder, mas Stefano defendeu nem a posição.

Na ponta, Masià pressionava Foggia pela liderança, mas o italiano defendia sem maiores dificuldades. Mais atrás, Acosta tentou um novo ataque, mas continuou atrás de Nepa.

Foggia abriu a última volta da corrida com pouco mais de 0s241 de margem para Masià. Acosta, porém, deu conta de um bote duplo e avançou para terceiro, minimizando o impacto do GP na conta do Mundial.

Moto3 2021, GP da Emília-Romanha, Misano, Corrida:

1 D FOGGIA Leopard Honda 39:33.170 23 voltas
2 J MASIÀ Red Bull KTM Ajo +0.292  
3 P ACOSTA Red Bull KTM Ajo +4.686  
4 D BINDER SIC HONDA +4.797  
5 S NEPA BOE KTM +4.853  
6 N ANTONELLI Avintia KTM +5.052  
7 R FENATI MAX Husqvarna +5.335  
8 A SASAKI Tech3 KTM +6.642  
9 X ARTIGAS Leopard Honda +6.736  
10 F SALAC Prüstel KTM +6.800  
11 R YAMANAKA Prüstel KTM +10.535  
12 I GUEVARA Aspar KTM +17.811  
13 A FERNÁNDEZ MAX Husqvarna +18.050  
14 J ALCOBA Gresini Honda +18.260  
15 A FARID IZDIHAR Asia Honda +19.264  
16 A SURRA Snipers Honda +20.217  
17 K TOBA CIP KTM +24.704  
18 M KOFLER CIP KTM +24.902  
19 L FELLON SIC58 Honda +24.976  
20 D HOLGADO Tech3 KTM +25.323  
21 M AJI Asia Honda +46.495  
22 D ALONSO Aspar KTM +1:25.207  
23 Y KUNII Asia Honda Abandonou  
24 A MIGNO Snipers Honda Abandonou  
25 C TATAY Avintia KTM Abandonou  
26 T SUZUKI SIC58 Honda Abandonou  
27 J MCPHEE SIC HONDA Abandonou  
28 R ROSSI BOE KTM Abandonou  

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