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Em busca da liderança da MotoGP, Márquez desponta como favorito na Alemanha

28 jun 2017
20h17
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O espanhol Marc Márquez (Honda) chega para a disputa do Grande Prêmio da Alemanha de MotoGP neste fim de semana em busca de uma nova vitória no circuito de Sachsering para assumir a ponta da classificação de pilotos.

Desde que a prova passou a fazer parte do calendário da MotoGP há quatro anos, Márquez não conhece outro resultado que não seja a vitória no circuito, que neste ano teve seu asfalto completamente remodelado.

Além disso, o atual campeão do mundo já venceu em Sachsering nas duas temporadas que disputou na Moto2 e também quando era piloto de 125cc. Por isso, não há dúvidas de que o principal nome da Honda é o grande favorito para chegar ao topo do pódio na Alemanha.

O desempenho diz muito sobre a adaptação de Márquez a um circuito curto, de apenas 3.671 metros, e com dez curvas à esquerda, o que obrigou a fornecedora de pneus Michelin a levar pneus assimétricos dianteiros para prova. Eles têm a parte esquerda mais dura do que o restante, em três compostos diferentes: macios, médios e duros.

O novo asfalto e a aderência dos pneus da Michelin serão as principais dúvidas que os pilotos terão em Sachsenring. Para facilitar o trabalho de adaptação, a organização decidiu estender os dois primeiros treinos livres no circuito em dez minutos.

O Mundial também chega na Alemanha com um equilíbrio nunca antes visto desde o início do atual formato da MotoGP. A diferença entre o líder da classificação, o italiano Andrea Dovizioso (Ducati), com 115 pontos, é de apenas 11 para Márquez, quarto colocado, que tem 104. Entre eles estão o espanhol Maverick Viñales, com 111, e o italiano Valentino Rossi, com 108, ambos pilotos da Yahama.

O espanhol Dani Pedrosa (Honda), que ocupa o quinto lugar, corre por fora na briga e tem 87 pontos. No entanto, ele também é um dos favoritos em Sachsering por já ter vencido no circuito em três oportunidades - 2007, 2011 e 2012.

Os números, ainda que a Yahama tenha um novo chassi para a prova, mostram a superioridade dos pilotos da Honda, que vencem no circuito desde 2011. A última vitória da Yamaha na Alemanha foi com Jorge Lorenzo, em 2010. Rossi triunfou no circuito um ano antes, em 2009.

O favoritismo da Honda também será um desafio para Dovizioso, especialmente porque o traçado curto de Sachsenring não é dos mais favoráveis para a Ducati. A montadora tem um retrospecto ainda pior que a Yahama no circuito: a última vitória ocorreu há nove anos, em 2008, com o australiano Casey Stoner.

Além disso, a etapa pode ser uma oportunidade para o britânico Cal Crutchlow, da LCR Honda, que sabe o que é subir no pódio em Sachsenring. No ano passado e em 2013, o piloto terminou a prova com a segunda colocação.

Situação diferente vivem os líderes da Moto2 e da Moto3, o italiano Franco Morbidelli (Marc VDS Kalex) e o espanhol Joan Mir (Leopard Honda): ambos esperam ampliar a vantagem na ponta do Mundial de suas respectivas categorias em Sachsering.

Morbidelli vinha de uma sequência de resultados ruins. Não pontuou na Espanha e obteve um quarto e um sexto lugares nas provas seguintes, mas voltou a vencer em Assen, abrindo uma vantagem de 12 pontos para o vice-líder do Mundial, o suíço Thomas Luthi (Intervetten Kalex).

Confirmado na MotoGP na próxima temporada, Morbidelli, cuja mãe é brasileira, terá um estímulo extra para vencer na Alemanha e ampliar a distância para o adversário rumo ao título da Moto2 neste ano.

Na Moto3, Mir lidera com uma folga de 30 pontos para seu principal rival, o também espanhol Aron Canet, da Estrella Galicia 0,0 Honda, uma vantagem que caiu na última prova.

Canet cruzou a linha de chegada com o primeiro lugar em Assen e viu Mir ficar apenas com a nona posição. O líder do Mundial de Pilotos disputou a vitória até a última volta, mas acabou errando e perdeu pontos preciosos para a classificação.

Como a igualdade na categoria é dominante, erros podem custar muito caro. Por isso, Mir quer entrar focado na Alemanha para não deixar o triunfo escapar outra vez.

EFE   

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