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Ducati faz autopromoção e diz que pilotos vão "pensar 2 vezes antes de ir para outro lugar"

Diretor-esportivo da Ducati, Paolo Ciabatti reforçou o interesse em manter Enea Bastianini e Jorge Martín, assim como Jack Miller, mas reconheceu que o australiano pode não achar a proposta interessante

23 mai 2022 08h59
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Jack Miller pode perder vaga na Ducati para Enea Bastianini
Jack Miller pode perder vaga na Ducati para Enea Bastianini
Foto: Divulgação/MotoGP / Grande Prêmio

MOTOGP CUMPRE 1/3 DA TEMPORADA 2022 COM BASTIANINI E GRESINI EM EVIDÊNCIA

Diretor-esportivo da Ducati, Paolo Ciabatti acredita que os atuais pilotos da marca na MotoGP vão "pensar duas vezes" antes de mudarem de equipe. A casa de Bolonha ainda não definiu qual será a dupla titular do time de fábrica em 2023, mas a expectativa é que Jack Miller perca o lugar ao lado de Francesco Bagnaia.

Os italianos hoje contam com oito motos no grid: além das duas oficiais, a Ducati fornece as motos de Pramac, Gresini e VR46. Enquanto o time de Valentino Rossi fica mais isolado deste intercâmbio de pilotos, as outras duas equipes aguardam a decisão da marca de Bolonha, já que Enea Bastianini e Jorge Martín são os mais cotados para o lugar de Miller no próximo ano.

O BRASIL EM DUAS RODAS

Paolo Ciabatti admitiu que Jack Miller pode não se interessar pela oferta da Ducati (Foto: Ducati)

CLASSIFICAÇÃO DA MOTOGP

Até a abertura do campeonato de 2022, Martín aparecia como o candidato mais forte, mas Enea conseguiu virar o jogo. Com sete corridas disputadas até aqui, o italiano já venceu três vezes e, com uma GP21, a moto do ano passado, ocupa a terceira colocação no campeonato, só oito pontos atrás de Fabio Quartararo, o líder da disputa.

O mercado de pilotos da MotoGP, porém, ganhou uma movimentação inesperada com a decisão da Suzuki de deixar o campeonato no final de 2022, o que colocou Joan Mir e Álex Rins disponíveis, aumentando as especulações.

Em meio a muitos boatos, Ciabatti segue confiante na capacidade da Ducati de fazer uma boa oferta, não só pela boa moto que tem a oferecer, mas também pelo atendimento que dá às equipes privadas.

"Acho que qualquer piloto guiando uma Ducati hoje vai pensar duas vezes antes de ir para qualquer outro lugar", disse Ciabatti. "Não só porque a moto é muito competitiva, acho que o pacote geral, o tipo de apoio que oferecemos a todas as equipes independentes, o fato de que Gigi vai falar com os pilotos depois de terminar com a equipe de fábrica", listou.

"Acho que isso é uma coisa que os pilotos e as equipes apreciam muito. Por outro lado, acho que não existem muitas oportunidades ― ou boas oportunidades ― sobrando no mercado", pontuou. "Obviamente, precisamos ver o que a Honda fará. Aparentemente, parece que eles não querem continuar com Pol [Espargaró]. E aí ver se a Aprilia quer mudar seus pilotos, o que eu não acho. Mas das equipes de fábrica, infelizmente, por causa da decisão da Suzuki, não restam muitos mais ― talvez a KTM", continuou.

"Mas não vejo o mercado tão ativo e tão estressado, então os pilotos que podem fazer bom resultados com a Ducati, tenho certeza que vão ouvir a proposta da Ducati antes de irem para outro lugar", avaliou.

Ciabatti resaltou que a Ducati quer manter Miller na estrutura, mas admitiu que a proposta pode não interessar ao australiano. O #43 tem sido alvo de especulações sobre uma mudança para a KTM, que tem apenas Brad Binder assegurado, e é também contado para um eventual retorno à LCR.

"Sempre dissemos que gostaríamos de manter Jorge e Enea, e acho que estamos basicamente lá. Obviamente, também queríamos ver se poderíamos continuar de alguma forma com Jack, pois Jack é um ótimo piloto, nós o amamos e tal", declarou. "E, claro, acho que podemos oferecer a ele algo que ele pode considerar que não é bom o bastante para ele e tomar uma direção diferente. Mas, olhando para os resultados ― ok, Martín está tendo um momento difícil, mas fez coisas fantásticas. Bastianini, desnecessário dizer, está lutando pelo campeonato. Zarco está fazendo corridas fantásticas ― talvez falte a ele aquela fagulha para subir no pódio mais constantemente. Então, felizmente, temos mais de duas motos no grid e uma ótima relação com nossas equipes independentes para ver se encontramos uma solução", frisou.

"Mas, como eu disse, estamos em um momento em que precisamos avaliar um pouco a situação e esperamos que entre Mugello e Assen tenhamos um setup final de pilotos para cada equipe", encerrou.

A MotoGP volta às pistas no próximo dia 29 de maio para o GP da Itália, em Mugello, oitava etapa da temporada 2022. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2022.

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