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Dovizioso vê risco de volta à MotoGP com Yamaha "maior do que chance de dar certo"

Piloto de 35 anos contou que desde que defendeu a Tech3, em 2012, sempre teve a vontade de ser um piloto oficial da Yamaha. O italiano de Forli volta à MotoGP no GP de San Marino e da Riviera de Rimini deste fim de semana para guiar pela SRT vvvv

17 set 2021 08h18
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Andrea Dovizioso passou apenas alguns meses afastado da MotoGP
Andrea Dovizioso passou apenas alguns meses afastado da MotoGP
Foto: SRT / Grande Prêmio

Andrea Dovizioso considerou que o risco de voltar à MotoGP com a Yamaha é maior do que a chance de o projeto dar certo. Depois de alguns meses afastado, o italiano volta ao grid a partir deste fim de semana para assumir a vaga de Franco Morbidelli na SRT, já que o ítalo-brasileiro foi para a equipe de fábrica da casa de Iwata.

Três vezes vice-campeão da MotoGP, Dovizioso vinha em um ano sabático após encerrar uma união de oito anos com a Ducati. Com passagem também pela Honda, o piloto de 35 anos chegou a ser cotado para a Aprilia, mas a crise da Yamaha acabou abrindo uma porta para o retorno do italiano de Forli.

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Andrea Dovizioso volta à MotoGP em Misano neste fim de semana (Foto: Divulgação/MotoGP)

Originalmente, Maverick Viñales tinha contrato com a Yamaha para 2022, mas, depois de pedir à equipe para encerrar a relação um ano antes, foi flagrado tentando danificar propositalmente o motor da YZR-M1 durante o GP da Estíria. Suspenso na Áustria, o espanhol acabou depois desligado da fábrica dos três diapasões e assinou com a Aprilia.

Dovizioso, então, apareceu como uma alternativa. Morbidelli foi levado à equipe principal para ocupar o lugar de Maverick, com Andrea formando par com Valentino Rossi. Assim, o piloto conhecido pelo #4 volta a guiar a M1 após mais de nove anos, já que defendeu a Tech3 em 2012.

"Já em 2013, depois de um bom ano na equipe satélite, meu sonho era ser piloto oficial da Yamaha. Isso não aconteceu e aquilo seguia ali, na minha mente. Ter essa possibilidade, depois de oito anos em uma mesma equipe, me levou a tentar", disse Dovizioso. "Não quero dizer que vou ser o melhor com essa moto, mas, como piloto, você tem uma ideia de qual moto é a ideal. O risco é maior do que as possibilidades de que corra bem. Mas, tudo bem, assumo esse risco sem problemas", comentou.

Antes de fechar com a Yamaha a volta à MotoGP, Dovizioso chegou a testar com a Aprilia, mas acabou por não fechar com a casa de Noale, que aproveitou o fim tumultuado de relação com a Yamaha para contratar Maverick Viñales.

"Tive a oportunidade de fazer vários testes com a Aprilia e acho que foi positivo para ambas as partes. Mas eu sabia o que eu queria. E, no final, surgiu a oportunidade", avaliou o piloto de 35 anos.

O piloto de Forli, porém, tratou de se livrar da pressão nesse retorno à MotoGP após alguns meses de afastamento.

"A pressão não me preocupa, pois não tenho de lutar pelo Mundial e nem por resultados. O importante do nosso acordo é que eu tivesse uma moto oficial para o ano que vem e com o apoio de fábrica", finalizou.

A largada para o GP de San Marino e da Riviera de Rimini de MotoGP está marcada para as 9h (de Brasília) de domingo (19). O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2021.

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