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Dovizioso cogita processar Ducati em caso ligado à punição da Yamaha

Agente do italiano, Simone Batistella afirmou que seria uma situação embaraçosa se a Ducati tivesse sugerido que as demais fábricas não apresentassem objeção à falta de punição aos pilotos equipados pela Yamaha

13 nov 2020
10h18
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Foto: Grande Prêmio

A relação entre Andrea Dovizioso e Ducati foi mesmo para o vinagre. De saída da equipe de Bolonha, o italiano de Forli agora cogita acionar a fábrica de Bolonha na justiça por causa da posição da escuderia no caso envolvendo a legalidade dos motores usados pela Yamaha na abertura da temporada 2020.

Há pouco mais de uma semana, a FIM (Federação Internacional de Motociclismo) anunciou uma punição à Yamaha ter usado motores incompatíveis com a homologação no GP da Espanha. A pena, porém, ficou restrita aos Mundiais de Equipes e Construtores, com Fabio Quartararo, Maverick Viñales, Franco Morbidelli e Valentino Rossi conservando a pontuação obtida ao longo de todo ano.

Foto: Grande Prêmio

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Ainda assim, nenhuma das fábricas apresentou objeção à punição, um acordo unânime entre as demais construtoras da classe rainha.

Hoje sexto colocado no Mundial, Dovizioso seria diretamente beneficiado se a punição afetasse também aos pilotos, já que avançaria para a vice-liderança. A posição final no campeonato rende um bônus financeiro importante ao piloto.

Falando ao jornal italiano La Gazzetta dello Sport, Simone Battistella, agente de Dovizioso, manifestou o descontentamento de Andrea, já que acreditam que a Ducati liderou a iniciativa de não apresentar recurso.

"Se for verdade que a proposta partiu da Ducati, seria uma situação profundamente embaraçosa", disse Battistella. "Nem Andrea e nem eu fomos informados da proposta e, uma vez que a sentença foi anunciada no fim da noite e com só uma hora disponível para apresentar recurso, isso comprometeu a habilidade de Andrea de apresentar um protesto", explicou.

"Mas, ainda por cima, isso tem consequências importantes em termos de classificação e economia", frisou.

Questionado sobre a possibilidade de o caso ser levado aos tribunais, Simone respondeu: "Nós estamos tentando decidir o que fazer caso a situação seja essa".

Ao mesmo jornal, Paolo Ciabatti, chefe da Ducati, rejeitou as alegações de que a Ducati tenha sido a mentora da postura coletiva das equipes.

"Seria muito surpreendente se Andrea ou Battistella estivessem realmente pensando em uma ação como essa", falou Ciabatti. "Não foi ideia da Ducati. Chegamos a uma posição unânime para resolver uma situação que estava se arrastando há muito tempo", defendeu.

"As fábricas comunicaram à gestão técnica que estava presente na reunião de que, no mínimo, era esperado que a Yamaha perdesse pontos de Construtores e Equipes", explicou.

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