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Após bi em Budapeste, Rafaela Silva vai tranquila para Lima

Jogos Pan-Americanos não contam pontos para o ranking, mas a campeã olímpica aposta na concentração para manter bons resultados

17 jul 2019
09h00
atualizado às 12h59
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A campeã olímpica Rafaela Silva aposta na própria concentração para garantir bons resultados no Pan-Americano de Lima. A carioca pretende deixar o Pan embalada para o Campeonato Mundial de Judô, que será realizado no período de 25 de agosto a 1º de setembro, como evento teste para os Jogos Olímpicos.

Rafaela vem de bons resultados no Grand Prix de Budapeste, na Hungria, e no Grand Slam de Baku, no Azerbaijão. Agora, o foco é na disputa pan-americana.

Rafaela Silva foi medalha de ouro no Grand Slam de Baku
Rafaela Silva foi medalha de ouro no Grand Slam de Baku
Foto: IJF / Divulgação

A judoca brasileira já tem dois ouros e quatro pratas no ano, mas segue em busca de mais um título mundial. Ela acredita que o Pan será um bom estímulo para explorar novos estilos de luta, mais rápidos e mais focados.

“Aqui, os atletas têm um estilo de luta diferente, que às vezes tira a nossa paciência porque é mais defensivo”, explicou. Para se manter concentrada, ela explicou que faz exercícios de respiração e mentalização. Além disso, os conselhos do sensei à beira do tatame são fundamentais.

“Eu tenho que manter o meu jogo, a minha estratégia, porque às vezes a gente perde a cabeça, mas ter alguém para te lembrar do que você tem que fazer é importante.”

Rafaela Silva em ação durante o Grand Prix de Budapeste
Rafaela Silva em ação durante o Grand Prix de Budapeste
Foto: IJF / Divulgação

Rotina adequada

O principal fator para os bons resultados recentes, segundo Rafaela, é a adequação da rotina. Como campeã olímpica, ela era obrigada a comparecer a muitos eventos e, por isso, não conseguia treinar com a frequência que precisava nos últimos anos.

Além disso, poder treinar com os colegas e fazer trabalhos específicos para cada luta tem sido importante para a melhora de rendimento.

De acordo com a atleta, o que mais a motiva é a competitividade - e o treino também é voltado para esse lado. “Quando o meu treinador vê que eu chamei uma pessoa para treinar, ele chama a pessoa no canto, faz uma fofoquinha no ouvido da pessoa, para tentar me tirar do sério”, revelou, rindo.

Todo estímulo é importante para Rafaela. No Pan, é mais difícil encontrar essa motivação, já que o torneio não conta pontos para o ranking mundial e, por isso, algumas confederações decidem não enviar as melhores atletas. Ainda assim, a competitividade de Rafaela é firme.

Rafaela Silva foi medalha de ouro no Grand Prix de Budapeste
Rafaela Silva foi medalha de ouro no Grand Prix de Budapeste
Foto: IJF / Divulgação

“Quando a gente encontra com as cubanas, já bate aquela rivalidade só de olhar”, contou. Ela aproveita, ainda, para adaptar o estilo de luta e surpreender as adversárias europeias, acrescentando velocidade. “Elas ficam assustadas, porque não estão acostumadas.”

O judô nos Jogos Pan-Americanos de Lima será disputado entre os dias 8 e 11 de agosto, na Villa Deportiva Nacional, e contará com 14 atletas brasileiros na competição. Do Peru, a brasileira segue direto para o Japão, onde se prepara para o Mundial.

Rafaela já está familiarizada com o país dos próximos Jogos Olímpicos, já que a cidade de Hamamatsu já foi escolhida como local de aclimatação e recebeu visitas dos brasileiros. “Lá é a cidade que mais tem brasileiros, a gente fica em um hotel que tem arroz e feijão, então dá para a gente se sentir um pouco em casa.”

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Fonte: Equipe portal
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