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Vice-presidente do Náutico faz duras críticas a Polícia Militar

Após pedido da PM em mudar a data da partida que foi "revertido" pelo Timbu, não houve policiamento na área interna dos Aflitos em partida que definiu vaga na final da Série C

23 set 2019
18h15
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Mesmo com a sensação de alegria e comemoração pela vaga conseguida na final da Série C passando pelo Juventude nos pênaltis, a impressão passada nas palavras do vice-presidente do Náutico, Diógenes Braga, era de profundo descontentamento envolvendo a Polícia Militar.

Na última semana, a partida contra o time gaúcho chegou a ser modificada em pedido da PM pernambucana alegando que, como haveria o show da banda norte-americana de rock Bon Jovi em Recife também no último domingo (22), não haveria efetivo para garantir a segurança dos dois eventos. Já no último domingo (22), o clube dos Aflitos reverteu a mudança e voltou o embate para a data inicial.

Entretanto, não havia nenhum patrulhamento de policiais militares dentro do estádio, tendo o Alvirrubro contratado um efetivo de 200 seguranças particulares para a função além de integrantes da Guarda Civil Metropolitana.Do ponto de vista do dirigente do Timbu, houve uma retaliação pela decisão final em manter o jogo no domingo e, em caso de novas situações do tipo que foram classificadas como "biquinho", o clube dispensará a prestação do serviço:

- Fomos vítimas de uma retaliação covarde. Um biquinho de uma entidade importante para a sociedade. E eu vim agradecer à torcida pelo comportamento em nome do Náutico. E à Guarda Municipal. Eu vou até fazer uma brincadeira, porque eles correram mais que alguns jogadores em campo. Se no próximo jogo a PM continuar de biquinho, não precisa vir.

A Polícia Militar chegou a publicar um comunicado oficial sobre o tema onde justificou sua ausência pela falta de tempo hábil para modificar o planejamento após a decisão judicial ter saído no mesmo dia dos dois eventos:

- Com a decisão judicial do retorno do jogo Náutico x Juventude para hoje (domingo), o Náutico se comprometeu a contratar 200 seguranças, que fizeram a segurança interna dos Aflitos. A PM fez o patrulhamento externo do estádio, com viaturas, motos e policiamento a pé. Como a decisão judicial final sobre a data do jogo só chegou ao conhecimento da PM no início da noite de sexta-feira (20), foi necessário rever toda uma estrutura que estava definida para escala do efetivo, não apenas para essa partida de futebol, mas para os inúmeros eventos que acontecem da capital ao Sertão, neste domingo.

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