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Vice chama Leco de "problema", mas vê impeachment impossível

Rompido com o atual mandatário do São Paulo, Roberto Natel responsabiliza o dirigente pela crise que o clube tem enfrentado dentro de campo e pede que a 'nação' seja ouvida

19 mar 2019
16h07
atualizado às 17h41
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Vice-presidente do São Paulo, mas rompido com Carlos Augusto de Barros e Silva desde o início da gestão, em 2017, Roberto Natel culpa o presidente pela crise atual vivida pelo clube dentro de campo. O dirigente aponta Leco como "problema total" e chega a chamá-lo de "garoto mimado", ao mesmo tempo em que promete não dar paz enquanto o mandatário não mudar de postura.

Leco e Roberto Natel estão rompidos desde o começo do atual mandato, em 2017 (Rubens Chiri/saopaulofc.net)
Leco e Roberto Natel estão rompidos desde o começo do atual mandato, em 2017 (Rubens Chiri/saopaulofc.net)
Foto: LANCE!

"O problema total é o Leco. Ele determina, faz e contrata. O Maicosuel foi um exemplo. Eu disse para não contratar, para olhar na internet e ver que não joga desde 2014. Ele disse que iria contratar porque gostava. Contratou e jogaram a culpa nos médicos. Se foram eles os culpados, por que não foram punidos? Isso mostra que o culpado é o Leco", disse Natel ao Bandsports.

"Torcedor, peço desculpas por ter elegido (o Leco). Eu me arrependo porque ele não escuta os parceiros, e o São Paulo fica na situação em que está. Mas não fujo da responsabilidade. Tenho certeza de que o Leco não terá paz comigo se continuar administrando como amador. Ele precisa botar na cabeça que é presidente e tem que se comportar assim, e não como garoto mimado".

Nas últimas semanas, existe um movimento, criado principalmente entre os torcedores, para que Leco sofra um processo de impeachment. Mas o próprio Roberto Natel deixa claro que essa possibilidade, mesmo prevista no estatuto, é impossível. E que a chave para mudança é forçar o presidente a alter sua forma de conduzir o clube tricolor.

"Não há possibilidade (de impeachment). Precisa ter 75% do conselho presente votando a favor e não tem isso no São Paulo. Apesar de tudo, o presidente tem seus cargos remunerados, assessores. Tem, no mínimo, 80%, 90% dos conselheiros", explicou.

"O importante é fazer com que ele ouça a nação, e não fazer as coisas da cabeça dele, como tem feito. Em vez do profissionalismo, resolveu colocar conselheiros remunerados. Tudo que foi colocado (no novo estatuto), ele não vem fazendo", continuou o vice-presidente, prometendo incomodar.

"Desde o primeiro dia, venho desagradando o Leco, tanto que ele tirou minha sala. Mas não quer dizer que eu vou ficar quieto. A batalha é grande porque tenho minoria. Sei que, hoje, o grande torcedor está do meu lado, não do Roberto Natel, mas da mudança. Vou fazer de tudo para mudar a forma de pensar, de conduzir".

Eliminado em fase preliminar da Libertadores pelo Talleres, da Argentina, o São Paulo chega à última rodada da primeira fase do Campeonato Paulista ainda sem classificação assegurada. O time acumulou 14 pontos em 11 rodadas e enfrenta o São Caetano às 21h30 de quarta-feira, no Anacleto Campanella. O clube tricolor ocupa o segundo lugar do Grupo D, com 14 pontos, e pode avançar até com empate, caso o Oeste, que tem 12 pontos, não tire a diferença de quatro gols no saldo ao enfrentar o Mirassol, no mesmo dia e horário.

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