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Vasco terá de desatar uma série de nós na sua volta às atividades

Após ser um dos clubes que se manifestaram com veemência pela retomada dos treinos, Cruz-Maltino tornará a lidar com impasses, desde financeiros até políticos

25 mai 2020
07h28
atualizado às 07h28
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O desafio de desatar uma sucessão de nós rondará o Vasco na semana na qual está previsto um retorno dos clubes do Rio de Janeiro aos treinos. Porém, nem mesmo o otimismo do mandatário Alexandre Campello diante do aval para a retomada gradativa do futebol é suficiente para amenizar o turbilhão à espera da caravela.

Volta aos treinos em meio à pandemia do novo coronavírus causa discórdia (Foto: Bárbara Mendonça/LANCE!)
Volta aos treinos em meio à pandemia do novo coronavírus causa discórdia (Foto: Bárbara Mendonça/LANCE!)
Foto: Lance!

- Demonstramos para a Prefeitura do Rio que a volta aos treinos, na realidade, promove uma segurança maior para cada jogador em vez de deixá-los expostos, treinando por conta própria. A gente passa a testar não só os atletas profissionais, mas os funcionários e os respectivos familiares, no sentido de identificar qualquer contaminação e isolar o vírus precocemente - afirmou, à Rádio Tupi.

O dirigente, que, segundo o UOL, esperará os resultados dos testes para determinar a data da volta aos treinos, ressalta.

- Eu não tenho dúvida que nossos atletas terão mais segurança dentro do clube do que em seus domicílios. Em torno de 30% dos atletas testados já foram contaminados, mesmo fazendo distanciamento - disse, à Tupi.

Este assunto ainda rende discórdia entre jogadores do Cruz-Maltino, conforme informou o UOL. Porém, até o momento, nenhum posicionamento oficial do elenco chegou à cúpula do clube.

O impasse fica maior em torno das pendências salariais. Apenas jogadores que recebem abaixo de R$ 50 mil viram a cor do dinheiro em 2020. Os demais atletas profissionais estão com quatro folhas abertas. Ainda há problemas em relação a direitos de imagem dos atletas, aos funcionários e ao Colégio Vasco da Gama (cujos professores entraram em greve).

O período eleitoral também começou a temperar a rotina cruz-maltina. À Rádio Tupi, Campello não escondeu sua indignação com o fato do candidato à presidência, Leven Siano, ter confirmado um acerto com o meia Yaya Touré caso seja eleito.

- Primeiramente, é um absurdo falar em nome do Vasco sem ter legitimidade para tal. Também acho falta de planejamento fazer este anúncio sem ter conhecimento das questões financeiras, sem ter garantias de recursos para pagar e sem ouvir especialistas - e, em seguida, alertou:

- É preciso ouvir a opinião do treinador, saber da avaliação de performance. Pensar em trazer um jogador de 37, 38 anos para ele defender o clube daqui a um ano é no mínimo de se espantar - completou.

São muitos nós de marinheiro para o Cruz-Maltino desatar.

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