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Vasco garante vaga com repertório criativo, mas bola aérea defensiva necessita de atenção para a Série B

Gigante da Colina perdeu diversas oportunidades na etapa final, mas mostrou evolução ofensiva. Por outro lado, equipe tomou gol em todas as partidas da temporada até aqui

9 mai 2021 06h34
| atualizado às 11h08
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Vasco está na final da Taça Rio e aguarda o vencedor do duelo entre Botafogo e Nova Iguaçu (Rafael Ribeiro/Vasco)
Vasco está na final da Taça Rio e aguarda o vencedor do duelo entre Botafogo e Nova Iguaçu (Rafael Ribeiro/Vasco)
Foto: Lance!

Questionado por escalar os reservas na semana passada, Marcelo Cabo voltou a utilizar a espinha dorsal do Vasco contra o Madureira, pelo jogo de volta da semifinal da Taça Rio. Na partida decisiva, a equipe titular mostrou repertório ofensivo na criação de jogadas e poderia ter feito um placar mais elástico. Contudo, novamente pecou na desatenção nas jogadas de bola aérea defensiva.

No início, o Vasco se impôs com mais posse de bola. Porém, faltou ser mais incisivo no último terço e conseguir furar o bloqueio de um bom sistema defensivo do Tricolor Suburbano. Com uma boa movimentação, Morato em determinados momentos transitou mais no centro tabelando com Marquinhos Gabriel. O camisa 10 teve pelo menos três chances, e tende a crescer com mais ritmo de jogo.

O ponto alto da atuação foram as laterais. No tempo técnico, Marcelo Cabo fez questão de ressaltar à equipe o estilo de jogo 'apoiado'. Nele, o Cruz-Maltino necessitava procurar as triangulações, transitar entre as linhas e explorar o corredor em profundidade com Zeca e Léo Matos. O lateral-direito, por exemplo, jogou mais adiantado e apoiou com frequência.

Após boa tabela entre Zeca e Galarza, o lateral deu um ótimo cruzamento na cabeça de Léo Matos, que conseguiu tirar o goleiro da jogada. Marquinhos Gabriel só teve o trabalho estufar a rede e abrir o placar em São Januário. Ao todo, foram 21 finalizações em direção ao gol do arqueiro adversário, um número expressivo somado aos 68% de posse de bola.

Léo Matos foi um dos destaques da classificação (Rafael Ribeiro/Vasco)
Léo Matos foi um dos destaques da classificação (Rafael Ribeiro/Vasco)
Foto: Lance!

O jogo parecia controlado, porém em uma das saídas do Madureira, Juninho fez boa jogada e cruzou na área. Humberto aproveitou o vacilo da defesa e cabeceou sozinho para empatar a partida. Mais uma vez a bola aérea complicou o Vasco por desatenção e falha no posicionamento. Vale lembrar que o time sofreu gol em todos os jogos sob o comando de Cabo.

Mais incisivo, o Gigante da Colina teve que correr atrás do resultado e na etapa final enfileirou chances perdidas. Teve bola no travessão, defensor tirando em cima da linha, e uma forte pressão. O time apresentou repertório criativo, e demonstrou equilíbrio e paciência mesmo com o tempo afunilando.

Em mais uma jogada de Léo Matos, que aproveitou o espaço no corredor, Cano marcou seu trigésimo gol com a camisa do Cruz-Maltino e garantiu a classificação. O adversário sairá do duelo entre Botafogo e Nova Iguaçu, e um confronto com o Glorioso seria interessante para ambas as equipes no momento.

A atuação foi mais um teste para o time, que terá adversários com o mesmo comportamento dentro de São Januário. Obviamente o Madureira é bem inferior as equipes da Série B. No entanto, para um Vasco em construção, o Tricolor foi essencial para mostrar os pontos a serem corrigidos por Cabo a três semanas da estreia.

Lance!
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