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Tentativa e erro: Botafogo busca atalhos para reagir, mas seguir na Série A parece sonho distante

Alvinegro alterna formações ofensivas sob o comando de Eduardo Barroca, mas continua pouco incisiva e concentra gols em Pedro Raul e Matheus Babi

21 jan 2021
08h24
atualizado às 08h24
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A situação desesperadora na qual o Botafogo se encontra no Campeonato Brasileiro ficou ainda mais escancarada na última quarta-feira. Além dos semblantes de jogadores cabisbaixos e irritados diante da derrota por 3 a 1 para o Atlético-GO, no Nilton Santos, a sensação é de que a equipe não para de recorrer à tentativa e erro para se encontrar em campo. Mas, com 23 pontos e mergulhado na lanterna da competição, as opções ficam cada vez mais escassas.

Técnico escolheu Matheus Nascimento, mas jovem pouco ajudou o setor ofensivo (Vitor Silva/Botafogo)
Técnico escolheu Matheus Nascimento, mas jovem pouco ajudou o setor ofensivo (Vitor Silva/Botafogo)
Foto: Lance!

A prova disto é a alternância no setor ofensivo do Alvinegro. O técnico Eduardo Barroca detalhou como o que tem causado a variação ofensiva.

- Comecei jogando no 4-3-3, em que eu usava dois atacantes mais no segundo tempo, o time não estava conseguindo o equilíbrio. Contra o Vasco, fiz a tentativa de três jogadores de mais velocidade atrás do Pedro Raul, também não conseguimos resposta coletiva. Nos dois últimos jogos, optei por jogar com dois centroavantes pra conseguirmos ter peso na área e, infelizmente, os resultados não estão acontecendo - disse.

Contra o Dragão, Matheus Nascimento, centroavante de ofício, atuou mais aberto, enquanto Matheus Babi e Pedro Raul ficavam na área. A maneira de municiar o camisa 9 também variou entre o 4-3-3, 4-4-2 e até o 4-5-1 (tendo Victor Luis como ponta-esquerda).

Além disto, nomes como Warley, Kalou, Kelvin e Rhuan receberam oportunidades. Entretanto, a equipe só obteve uma vitória nos sete jogos sob o comando de Barroca.

Passada uma sequência de cinco derrotas consecutivas, o Alvinegro estufou a rede apenas duas vezes (uma com Pedro Raul, de pênalti, e outra com Matheus Babi). Segundo o comandante alvinegro, a opção pelo atacante de 16 anos diante do Dragão foi aumentar o leque de opções.

- A minha ideia era ter mais um jogador com ambição de gol para que a gente ampliasse esses números que estão concentrados em Pedro Raul e Babi - afirmou.

Contudo, o jovem teve atuação discreta ao atuar fora de posição e pouco acrescentou. A mudança de rotação, com entradas de Kalou e Angulo, também não deu dinâmica ao ataque.

Faltam sete partidas para o Botafogo encerrar sua participação na Série A. E a realidade de estar na elite na próxima temporada parece um horizonte bem distante.

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