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Sobra na frente, sofre atrás: estreia na Libertadores é tônica do Flamengo de 2021

Em "calendário atropelado", Rubro-Negro segue com problemas já vistos na última temporada, mas a qualidade individual se sobrepõe, e time alcança os resultados

21 abr 2021
09h34 atualizado às 09h34
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09h34 atualizado às 09h34
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Emoção, gols, falhas, talento e um desfecho positivo: a estreia do Flamengo na Libertadores, com vitória de virada por 3 a 2 sobre o Vélez Sarsfield, na Argentina, é um retrato perfeito do que o time da Gávea vem apresentando até aqui nesta temporada. Enquanto "sobra na frente", com o talento de Gabigol, Arrascaeta & Cia, o Rubro-Negro sofre com um sistema defensivo frágil, que é muito vazado. E, apesar dos pesares, vence. Essa é a tônica do Flamengo atual.

Ao lado de Diego, Gerson é ponto de equilíbrio entre o ataque e defesa do Flamengo (Foto: Marcelo Cortes/Flamengo)
Ao lado de Diego, Gerson é ponto de equilíbrio entre o ataque e defesa do Flamengo (Foto: Marcelo Cortes/Flamengo)
Foto: Lance!

Em um "calendário atropelado" pela pandemia do coronavírus, no qual a solução encontrada pelo clube foi realizar uma mini-pré-temporada com o Estadual já em andamento, é difícil separar os times de 2020 e 2021. Além do mais, pouca coisa mudou na equipe de Ceni em questão de nomes e estilo.

Já são 16 gols marcados e 10 sofridos em seis partidas com o grupo principal na temporada. O Flamengo foi vazados em cinco jogos e, nos último quatro - Palmeiras, Vasco, Portuguesa e Vélez Sarsfield - saiu atrás do placar. Por um lado, a equipe teve poder de reação e só perdeu o clássico nestas condições.

Na defesa, os testes feitos por Rogério Ceni na última semana - quando sabia-se que Rodrigo Caio será desfalque contra o Vélez - e as atuações de Bruno Viana e Gustavo Henrique deixam claro que há dúvidas se existe um zagueiro em condições de formar uma boa dupla com o camisa 3 no momento. Até por isso, o técnico não dá sinais que deixará de improvisar Willian Arão na função.

Por outro lado, a opção torna o meio de campo mais técnico, com Diego e Gerson atuando como os homens de proteção à zaga. Se sobra qualidade à dupla para construir o jogo e dedicação máxima, como foi em Buenos Aires, com ambos destacando-se e contribuindo para a vitória, a recomposição defensiva, principalmente quando o Flamengo é atacado em velocidade, fica fragilizada. Foi assim que o primeiro gol argentino aconteceu na terça-feira.

Em jogos contra rivais mais técnicos e bem treinados, casos do Palmeiras e Vélez Sarsfield, a opção de Rogério Ceni por essa formação pode se mostrar arriscada, mas é um risco que o treinador parece estar disposto a correr.

Lance!
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