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Sem inspiração, Flu é dominado no Maracanã e perde para o Athletico

Derrota encerra invencibilidade do Tricolor de cinco jogos e dá um choque de realidade ao time, que não conseguiu se impor durante a partida

17 out 2019
23h47
atualizado às 23h47
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O Fluminense encerrou a sua arrancada rumo a parte de cima da tabela ao ser derrotado, de virada, para o Athletico, por 2 a 1, frustrando um pouco mais de 15 mil torcedores que estiveram no Maracanã. A partida, que começou com um herói improvável, terminou com antigos vilões já eleitos pelos tricolores presentes nas arquibancadas.

GOL DE QUEM MERECE

Caio Henrique teve uma boa atuação na partida (Lucas Merçon/Fluminense)
Caio Henrique teve uma boa atuação na partida (Lucas Merçon/Fluminense)
Foto: Lance!

(Lucas Merçon/Fluminense)

Com moral pelos últimos bons resultados, o Fluminense se impôs desde que a bola rolou no Maracanã. Com trocas de passes e muita movimentação, o Tricolor ocupou o campo ofensivo e, apesar de estar bem no início, dava para ter a sensação de que o gol estava maduro. Aos três minutos, a impressão se confirmou e saiu do pé direito de um dos jogadores mais batalhadores do elenco. Frazan aproveitou o rebote em uma cobrança de escanteio e fez o seu primeiro gol como profissional. O zagueiro, antes bastante contestado, vem empilhando boas atuações e mesmo se Digão estivesse bem fisicamente, merece a titularidade.

QUEDA NO RITMO

Allan (ao fundo) não brilhou (Miguel Locatelli/Athletico)

Após o gol, o Athletico acordou e brecou a saída de bola do Fluminense com uma marcação bastante intensa no campo ofensivo. Allan, que esteve com a Seleção Olímpica, não fez um bom jogo, errando passes que não é de costume. Daniel também esteve abaixo do que vinha rendendo. Com os dois vigiados de perto, o Tricolor ficou encurralado e o Furacão conseguiu empatar com Rony, porém o gol foi invalidado por impendimento.

FRUSTRAÇÃO DUPLA

João Pedro não teve muitos motivos para comemorar(Lucas Merçon/Fluminense)

A proposta do Fluminense era jogar no contra-ataque e, sem saída de bola pelo chão, procurou fazer ligações diretas, buscando Yony e João Pedro. Entretanto, quando conseguiu quebrar a linha de marcação, o Tricolor chegou com extremo perigo, conseguindo marcar com João Pedro. O gol seria lindo e recompensador para o atacante, que arrancou pela direita, serviu Caio Henrique e conferiu no rebote. No entanto, estava impedido, invalidando a jogada. Com isso, o time não ampliou o placar e o jogador seguiu em jejum, que agora são nove partidas sem marcar.

QUEBRA DA ESCRITA

Primeira derrota de Marcão (Lucas Merçon/Fluminense)

No último lance do primeiro tempo, o Fluminense levou um gol, situação que não aconteceu nas últimas três rodadas. Não dá para dizer que foi um erro coletivo. Tem horas que é necessário valorizar o mérito do adversário. Wellington achou Madson, em um lançamento do meio-campo. O lateral era acompanhado por Yony, que não conseguiu evitar o chute. Na segunda etapa, o castigo. Novamente Madson, em cobrança de escanteio, virou para o Furacão.

FIM DA INVENCIBILIDADE E DA PACIÊNCIA

Ganso foi vaiado pelos torcedores (Lucas Merçon/Fluminense)

Atrás no placar, o Fluminense inverteu os papéis com o Athletico, passando a ter mais a posse de bola, tentando propor o jogo. Já o adversário, marcou no campo de defesa, esperando o contra-ataque. Sem tanta organização, o Tricolor atacava mais na base do abafa, com poucos jogadas coordenadas. Os erros constantes fizeram a torcida se voltar contra o time, escolhendo dois antigos culpados, João Pedro e Ganso. A cada toque na bola, a dupla era vaiada e isso se refletiu na tomada de decisão dos jogadores. O atacante errou jogadas fáceis e acabou substituído por Lucão, que pouco acrescentou. Já o meia, continuou em campo, mas não mudou o panorama da partida. Com a derrota, o Fluminense encerrou uma invencibilidade de cinco jogos, somando dois empates e três derrotas. Esse foi o primeiro revés de Marcão, efetivado no cargo de treinador.

Lance!
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