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'Se soubesse o que iria encontrar, não teria assumido o clube', diz presidente do conselho gestor do Cruzeiro

Saulo Fróes afirmou que os demais membros do conselho também não aceitariam a empreitada de conduzir a Raposa devido a caos que o clube se encontrava

19 jan 2020
22h47
atualizado às 22h47
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A situação do Cruzeiro, que vive sua maior crise em 99 anos, dentro e principalmente fora de campo, assustou os membros do conselho gestor, que assumiu o clube em dezembro de 2019.

Fróes, porém se mantém otimista em relação à recuperação do time celeste- (Divulgação/Cruzeiro)
Fróes, porém se mantém otimista em relação à recuperação do time celeste- (Divulgação/Cruzeiro)
Foto: Lance!

É consenso entre os empresários que se propuseram a ajudar o clube que se soubesse como estava a real situação da Raposa, provavelmente não teriam aceitado assumir a função no clube como gestores.

Até agora, dois membros importantes do conselho, Vittorio Medioli e Pedro Lourenço, deixaram o dia a dia do Cruzeiro, por divergências na forma que desejavam conduzir o clube.
-Nós fomos infantis porque deveríamos ter conhecido primeiro os números do Cruzeiro para aceitar um desafio desse. Se eu soubesse, não teria entrado-disse o presidente do conselho gestor Saulo Fróes, em entrevista à Rádio Itatiaia.

Segundo Fróes, se os demais membros do conselho soubessem antes como estava a Raposa, não assumiriam.

-Um dos conselheiros que saiu, eu não vou citar o nome para preservar, falou: 'nós fomos infantis porque deveríamos ter conhecido primeiro os números do Cruzeiro para aceitar um desafio desse. Se eu soubesse, não teria entrado'. Eu acho que não é só ele, acho que todos também não teriam porque é uma coisa de assustar- revelou.

Desde que o Núcleo Dirigente Transitório assumiu o Cruzeiro, a esperança de sanear o clube se tornou mais complicada quando o grupo teve a notícia que a dívida da Raposa passaria dos R$ 800 milhões, ao invés dos R$ 700 milhões divulgados.

Porém, Saulo Fróes mantém otimismo e disse que houve melhoras no Cruzeiro em relação ao caos encontrado no clube. Ele destacou as medidas emergenciais que foram tomadas para cortar gastos, como a demissão de mais de 100 funcionários, além do fechamento de três andares da sede administrativa do Barro Preto para gerar economia ao clube.

-A situação do Cruzeiro era muito ruim. Já melhorou, mas a nova diretoria que assumir terá muito trabalho. Porém, posso garantir que o pior cenário ela não vai pegar- concluiu.

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