2 eventos ao vivo

Rogério Ceni admite 'peso gigantesco' em queda na Libertadores e justifica saídas de Arrascaeta e Everton

Em pleno Maracanã, Flamengo foi eliminado da Libertadores nas oitavas, após derrota nos pênaltis para o Racing e novo empate em 1 a 1 (no tempo regulamentar)

2 dez 2020
00h55
atualizado às 00h55
  • separator
  • 0
  • comentários
  • separator

Rogério Ceni viu suas escolhas pesarem na queda do Flamengo, nesta terça-feira, pelas oitavas de final da Libertadores. O Rubro-Negro caiu em pleno Maracanã, após um novo empate em 1 a 1 com o Racing, que ficou com a vaga ao triunfar nos pênaltis. E o técnico admitiu o peso "gigantesco" da eliminação.

Equipe de Rogério Ceni caiu nas oitavas da Libertadores (Foto: AFP)
Equipe de Rogério Ceni caiu nas oitavas da Libertadores (Foto: AFP)
Foto: Lance!

- O peso é gigantesco. A Libertadores tem o maior significado dos campeonatos que nós jogamos na América do Sul. Não há como mensurar o tamanho, o prejuízo financeiro, de confiança, o que pode afetar para o dia a dia. O que temos que fazer é continuar trabalhando firme, fazer com que a equipe produza mais para conquistar o último título, que é o Brasileiro - disse o treinador, um dos alvos de protestos do lado de fora do Maracanã.

Ceni também comentou a respeito das saídas de Arrascaeta e Everton Ribeiro, em um intervalo curto e quando o Racing já tinha aberto o placar, na etapa final. Ele justificou: alternativa por mais "velocidade pelos lados".

- Era um jogo que, por mais qualidade que eles (Arrascaeta e Everton Ribeiro) tenham, se faz necessária a velocidade pelos lados. Reforçamos o meio, abrimos Vitinho pela direita e Bruno Henrique, pela esquerda, arriscando um pouco mais para manter a pressão - explicou Ceni.

O técnico ainda foi abordado a respeito de uma possível pressão no cargo, onde está há menos de um mês:

- Acredito que posso continuar fazendo meu melhor todos os dias. É o que me predispus a fazer quando vim para cá. Trabalhar para fazer com que o time possa pressionar mais, ter mais quilometragem no jogo, melhorar parte tática e técnica. Só não posso controlar o resultado. Isso não é possível da parte de ninguém.

- Sei da minha dedicação nos meus últimos 21 dias. Trabalhei de 12 a 14 horas por dia, tentando pensar e realizar treinos para que esse time melhore cada vez mais sua intensidade. Só tenho coisas boas para falar dos atletas. É uma oportunidade fantástica na vida, infelizmente a Libertadores fica para trás - finalizou Ceni.

Agora, o Flamengo, eliminado na Copa do Brasil e da Libertadores em um intervalo de 13 dias, terá que recolher os cacos e voltar os holofotes, agora exclusivos, para o Brasileiro. O próximo jogo será neste sábado, contra o Botafogo, no Nilton Santos.

Confira outros trechos da entrevista de Rogério Ceni:

'Orgulho' do elenco

- A gente tem que analisar tudo o que esse time construiu. É sempre um orgulho trabalhar com atletas desse nível. O resultado não expressa o que esse time produziu hoje. Sei da entrega de todos eles.

Pedro só na reta final

- O Pedro não tinha condições de jogar 90 minutos. Avaliamos que 30 minutos era o que poderia entregar de melhor para gente. Pedro vinha de lesão, treinou apenas dois dias com a gente e não tinha condições de jogar uma partida inteira. Seguramos o máximo que deu para colocá-lo.

Veja também:

Veja os clubes tradicionais do Brasil que não estão nas Séries A e B
Lance!
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade