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Ricardo Gomes diz que Cuca detonou Peixe de cabeça quente e o contradiz

Segundo o gerente executivo de futebol, não houve pressão do departamento jurídico para escalar Sánchez em jogo da Libertadores e críticas foram feitas pela raiva com a eliminação

29 ago 2018
17h52
atualizado às 17h52
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O clima do Santos não é dos melhores nos bastidores. Um dia depois de Cuca detonar a gestão e organização do clube, o gerente executivo de futebol, Ricardo Gomes, foi chamado às pressas para conceder uma entrevista coletiva, após o cancelamento do bate-papo com os jornalistas com José Carlos Peres e o treinador. A justificativa oficial foi de que Peres ficou preso na estrada por um acidente e não chegaria a tempo. Gomes, por sua vez, tentou consertar praticamente todas as polêmicas levantadas por Cuca.

A primeira polêmica a ser citada foi a respeito da falta de profissionalização e organização do Santos. Tal crítica foi feita pelo treinador em entrevista coletiva após a eliminação da Libertadores, diante do Independiente, no Pacaembu. O treinador falou sem papas na língua e disse não ter medo de ser demitido. Gomes garantiu que foi apenas um desabafo de alguém irritado com a desclassificação do torneio continental.

- Conheço bem a história do treinador com cabeça quente. O Santos tem uma defesa e vamos trabalhar em cima disso. A desclassificação deixou o Cuca de cabeça quente. É a realidade dele. Não concordo. Conversei com o Cuca sobre ontem, o resultado aconteceu... É difícil reverter sem a preparação. É complicado. Foi um dia para esquecer. O Santos ainda vai enfrentar a punição da Conmebol - ponderou o dirigente.

Gomes também tentou consertar a declaração de Cuca a respeito da escalação do volante Carlos Sánchez. Segundo o treinador, o camisa 7 só foi a campo por pressão do departamento jurídico do clube. De acordo com o gerente executivo de futebol, houve uma conversa com o treinador, que teria ficado livre para escalar a equipe como bem entendesse.

- Falei com o Cuca antes do jogo. O principal do futebol do Santos é o jogo. O produto é ganhar jogos. Não deve ter pressão de jurídico, presidente. É uma escolha do treinador escalar tal jogador - completou.

Ricardo também garantiu que a coletiva de Peres e Cuca não deixou de acontecer por uma recusa do treinador.

- Não é verdade (que Cuca se recusou a falar). Amanhã (quinta-feira) chega o Cuca com o presidente. Estou aqui dando uma força por vocês (jornalistas) terem ficado há algumas horas (esperando) - finalizou.

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