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Promotor fala sobre Caso Ronaldinho: "Dados clandestinos"

Federico Delfino concedeu entrevista na manhã desta quinta-feira para imprensa paraguaia

5 mar 2020
09h52
atualizado às 11h42
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Promotor do caso da apreensão de documentos de Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis, Federico Delfino concedeu entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (5) e declarou que os números dos passaportes de ambos pertencem a outras pessoas e que os documentos foram retirados apenas em janeiro deste ano e entregues aos irmãos em Assunção.

Ronaldinho e Assis tiveram seus passaportes retidos (Foto: divulgação/Ministério Público do Paraguai)
Ronaldinho e Assis tiveram seus passaportes retidos (Foto: divulgação/Ministério Público do Paraguai)
Foto: LANCE!

"Para ter uma nacionalidade paraguaia ou ser um cidadão paraguaio naturalizado, você deve estar vivendo aproximadamente três anos no país e ter um trabalho. Os números dos passaportes pertencem a outras pessoas. São passaportes originais, mas com dados clandestinos. E eles foram retirados em janeiro", disse o promotor.

Este fato entra em contradição com a primeira versão dada por Ronaldinho Gaúcho, que disse ter retirado os passaportes ainda no Brasil, segundo o 'ABC Color'. O ex-jogador e seu empresário estão detidos no hotel em que se hospedaram e já chegaram nesta manhã a Promotoria para esclarecer e dar uma nova versão do caso.

Além dos dois, o empresário brasileiro Wilmondes Sousa Lira, de 45 anos, que seria o suposto fornecedor dos documentos falsificados, também foi ouvido pelas autoridades. Ainda não há esclarecimentos por que Ronaldinho entrou no país com o passaporte, uma vez que o documento de identidade é suficiente para circular entre países do Mercosul.

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