0

Prass relembra final da Copa do Brasil e revela 'presságio' de Nobre

Em live realizada neste domingo, o goleiro contou o que aconteceu em decisão e confidenciou que Paulo Nobre 'adivinhou' pênalti final batido por ele

24 mai 2020
17h07
atualizado às 18h19
  • separator
  • 0
  • comentários
  • separator
Goleiro, que hoje está no Ceará, falou em live realizada pela torcida Mancha Alviverde (Foto: Ari Ferreira/Lancepress!)
Goleiro, que hoje está no Ceará, falou em live realizada pela torcida Mancha Alviverde (Foto: Ari Ferreira/Lancepress!)
Foto: Lance!

2 de dezembro de 2015, São Paulo. O torcedor do Palmeiras deve se lembrar bem desse dia, quando a equipe sagrou-se campeã da Copa do Brasil diante do Santos, no Allianz Parque. Um dos grandes personagens da conquista, o goleiro Fernando Prass, hoje no Ceará, relembrou momentos marcantes do título.

- Aquele jogo foi uma sequência de fatos, um atrás do outro, que é impossível até para escrever um roteiro. Começou com a gente sendo massacrado por tudo mundo, dizendo que a gente ia ser atropelado. Depois aquela recepção no estádio, meus filhos ali comigo, no campo, perfilados, para cantar o hino nacional e sobe o mosaico - iniciou o arqueiro em live realizada pela Mancha Alviverde neste domingo.

- Fizemos 2 a 0, que era o necessário para o título, o Santos faz um e leva para os pênaltis. A gente abre dois gols de diferença nos pênaltis, mas o Rafa (Marques) erra e eu tenho que bater. O Ricardo vai bater o penúltimo eu quase pego com a ponta do pé e aí tudo se encaminha para eu bater. Eu que nunca tinha batido um pênalti na minha vida. Pênalti decisivo, primeiro título no Allianz... Isso vai ficar marcado também - complementou.

Prass disse que, diferentemente do que muitos pensavam, ele estava treinando cobranças há muito tempo, até porque o técnico na época, Marcelo Oliveira, cobrava isso de todo o elenco. Um fato curioso, inclusive, aconteceu um desses treinamentos com o então presidente, Paulo Nobre.

- Eu comecei a treinar e bater muito bem na bola e uns dois, três meses, antes da final, o Paulo Nobre, vendo um treino, comentou: 'Tu está batendo bem, hein, tu vai decidir para nós', e eu até brinquei com ele, falei 'tá maluco?'. E aí, no dia do jogo, o auxiliar do Marcelo Oliveira perguntou para mim se eu bateria e eu falei: 'Eu bato, só que não vai precisar' - revelou ele, que complementou:

- No fim do jogo, quando foi para os pênaltis, o Alecsandro, que não podia ser inscrito, falou: 'Coloca o Prass de quinto (batedor)', e o Marcelo me botou de quinto, na esperança de não precisar usar. Só que foi indo e indo e tive que bater. Eu lembro que fui pegar a bola, o Héber (Roberto Lopes, árbitro) puxou a bola de mim e eu falei que era eu que ia bater. Ele me deu a bola, arrumei. Eu tinha treinado algumas alternativas para bater e uma delas era no meio. O Vanderlei (goleiro do Santos na época) olhou para mim e falou: 'Vou ficar parado no meio', e eu pensei, 'e agora, o que eu faço?'. Acho que meu mérito foi esse, mesmo com a pressão, não mudar minha maneira de bater - finalizou.

Mosaico levantado pela torcida para Prass (Foto: Reprodução)
Mosaico levantado pela torcida para Prass (Foto: Reprodução)
Foto: Lance!

A Mancha Alviverde realizou na tarde deste domingo uma live com presenças ilustres, como os patrocinadores, Edmundo, Dudu, Fernando Prass, Viviane Araújo e membros da bateria da escola de samba com a finalidade de arrecadar doações de alimentos para pessoas carentes afetadas pela pandemia do coronavírus. Para doar, basta direcionar o celular para o QR Code disponibilizado na live.

Veja também:

Editor do L! projeta duelos decisivos no Carioca e futebol europeu
Lance!
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade