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Por que São Paulo x Athletico-PR não terá transmissão na TV

Globo poderia exibir o jogo em TV aberta, mas não o fará. Se decidisse se basear na MP do mandante para transmitir a partida, São Paulo infringiria contrato com a emissora

26 ago 2020 12h45
| atualizado às 13h01
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O duelo entre São Paulo e Athletico-PR, às 19h desta quarta-feira, no Morumbi, será visto por poucas pessoas. Além de não haver público no estádio por causa da pandemia, não haverá transmissão na TV - o LANCE! acompanhará tudo em tempo real. Mas por que isso vai acontecer?

Jogo no Morumbi será visto por pouquíssimas pessoas (Foto: Divulgação/São Paulo)
Jogo no Morumbi será visto por pouquíssimas pessoas (Foto: Divulgação/São Paulo)
Foto: Lance!

Pela lei vigente, uma emissora de TV só pode exibir um jogo do Brasileirão caso tenha comprado os direitos de transmissão do mandante e do visitante. O único contrato em comum de São Paulo e Athletico é o de TV aberta, com a Globo, que optou por não exibir essa partida, antecipada da 11ª rodada para acomodar a Libertadores no calendário do Tricolor.

Para TV fechada, o acordo do São Paulo é com a Globo (Sportv) e o do Athletico é com a Turner (TNT). Para pay-per-view, o acordo do São Paulo é também com a Globo (Premiere) e o do Athletico, com ninguém. A única saída seria apelar para a Medida Provisória 984, a famosa MP do Mandante.

A MP permitiria ao clube mandante, neste caso o São Paulo, vender os direitos dessa partida ou exibi-la por conta própria. Ocorre que o São Paulo já vendeu este e todos os seus jogos para a Globo, em contrato de exclusividade. Se o São Paulo se valesse da MP e transmitisse o jogo, estaria infringindo um contrato que ele mesmo assinou e correria o risco de ter um prejuízo enorme. A saída do clube será exibir apenas a narração em seu canal no Youtube.

Quem poderia fazer uso da MP para mostrar o jogo em TV fechada ou PPV é a Globo, dona dos direitos do mandante, mas isso não faria sentido. A própria Globo foi à Justiça e obteve liminar impedindo que a Turner use a MP sob o argumento de fazer valer contratos que já estavam assinados quando ela foi publicada.

A MP, assinada em junho por Jair Bolsonaro, foi prorrogada recentemente até outubro. Há uma pressão de diversos clubes para que o tema seja discutida e votada na Câmara dos Deputados, mas a tendência é que o assunto não entre na pauta do congresso por haver temas mais urgentes relacionados à Covid-19. Com isso, seguiria valendo a lei atual após outubro. Até lá, a guerra de liminares pode continur.

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