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Palmeiras é consistente, mas precisa ter mais a bola para sofrer menos

Neste sábado, a vitória por 1 a 0 sobre o Inter veio com grande atuação dos defensores e poucas chances claras do adversário, mas Verdão deixou o rival dar o dobro de passes

4 mai 2019
21h17
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O Palmeiras derrotou o Inter, neste sábado, por 1 a 0, no Allianz Parque, e alcançou sete pontos no Campeonato Brasileiro, garantindo sua presença nas primeiras posições ao final desta terceira rodada. Um resultado que teve como destaque a eficiência dos defensores. Mas que poderia vir com muito mais tranquilidade se o Verdão ficasse um pouco mais com a bola.

O Palmeiras de Dudu deixou de ficar com a bola desde a metade do primeiro tempo e sofreu (Luis Moura/WPP)
O Palmeiras de Dudu deixou de ficar com a bola desde a metade do primeiro tempo e sofreu (Luis Moura/WPP)
Foto: Lance!

De acordo com o Footstats, os comandados do técnico Luiz Felipe Scolari terminaram a partida com 215 passes (182 certos, 33 errados). Quase a metade dos 418 da equipe gaúcha (387 certos, 31 errados), que ainda teve menos equívocos no quesito. Assim, teve campo para jogar, mesmo sem criar muitas oportunidades claras.

Foram 30 cruzamentos à área do Palmeiras (seis certos, 24 errados). Na média, a cada três minutos, uma bola era erguida para a defesa alviverde rebater. E os jogadores tiveram sucesso nessa tarefa. Os zagueiros Luan e Gustavo Gómez e o volante Felipe Melo foram os melhores dos anfitriões em campo, com alto índice de acerto tanto pelo alto quanto por baixo. Por outro lado, o Verdão expôs a fragilidade do Inter pelo alto, tanto que fez o gol assim e levou perigo desta forma, mas deu apenas 13 cruzamentos (três certos, dez errados), e poderia ter a bola para forçar mais a partida desta forma.

A consistência defensiva é uma marca de Felipão e uma característica que esse Palmeiras tem, definitivamente. Não à toa, completou neste fim de semanas 26 partidas consecutivas sem perder no Campeonato Brasileiro, igualando a maior sequência da história do clube no torneio, estabelecida antes pela Segunda Academia, bicampeã em 1972 e 1973.

Mas o torcedor que acompanhou a partida sofreu até o fim. O gol claro perdido por Hyoran, sem goleiro, nos minutos finais, causaria irritação naturalmente, mas gerou ainda mais apreensão. O time abriu o placar com Deyverson, aos 13 minutos do primeiro tempo, quando vivia seu melhor momento, ocupando o campo adversário. Até que, a partir da metade da etapa inicial, deixou de ficar com a bola e fez a torcida temer por um empate quase o tempo todo.

Foi muito raro ver o Palmeiras chegar ao quarto passe seguido sem arriscar um lançamento longo. Deyverson ganhava pelo alto, como é costume, mas a bola logo ficava com o Inter. As arrancadas de Dudu e Gustavo Scarpa não deram certo, comprometendo a individualidade, uma das grandes armas de Scolari. Assim, o Colorado foi avançando e jogando. Não pressionou intensamente porque o Verdão, realmente, tem consistência atrás para proteger Weverton.

Felipão encontrou uma forma de equilibrar a partida quando trocou Zé Rafael por Moisés. Preencheu mais o meio-campo e teve no camisa 10 alguém que procurou reter mais a bola, diminuindo o desgaste da equipe. Depois, entraram Raphael Veiga e Hyoran nos lugares de Scarpa e Dudu, claramente com a principal função de fechar o avanço colorado pelos lados e coibir os muitos cruzamentos que a zaga e Felipe Melo eram obrigados a rebater.

Nos minutos finais, contudo, o Inter ficou de vez no campo adversário. Sobrou espaço para contra-atacar, e Hyoran perdeu duas chances de matar de vez o jogo. Assim, um time com jogadores claramente capazes de trocar passes foi obrigado, nos minutos finais, a segurar a bola ao cobrar escanteio, para garantir três pontos. Deu certo. Mas poderia ser muito mais tranquilo.

Lance!
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