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Os desafios de Modric e Schmeichel, astros de Croácia e Dinamarca

Jogo deste domingo, além de pôr fim a jejum de 20 anos das seleções, é determinante para os objetivos do goleiro dinamarquês e do astro croata. Veja quais

1 jul 2018
10h27
atualizado às 10h33
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Dois expoentes de suas seleções, o goleiro dinamarquês Kasper Schmeichel e o meia Modric , têm desafios extras para o confronto deste domingo entre Croácia e Dinamarca, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, no Estádio de Nijny Novgorod.

Modric e Schmeichel são dois dos expoentes do duelo deste domingo entre Croácia e Dinamarca
Modric e Schmeichel são dois dos expoentes do duelo deste domingo entre Croácia e Dinamarca
Foto: Lance!

Ambos querem levar seus seleções para uma quarta de final pela primeira vez desde 1998, ambos querem elevar seus patamares na escala do futebol. Schmeichel, sabe que tem na Rússia a chance de ouro de se afastar um pouco mais da sombra de seu pai, o também goleiro e mítico Peter Schmeichel. Já Modric, maior jogador da história da Croácia ao lado do goleador já aposentado Suker, tem na mira a possibilidade de ser o melhor jogador da Copa. Ambos sabem que precisam passar de fase para seguirem com seus objetivos ainda vivos.

Modric

O apoiador é um grande astro do futebol mundial, o craque de uma Croácia repleta de jogadores excepcionais, como Rakitic (fera do Barcelona) ou Perisic (um dos astros da Inter de Milão), ganhou tudo com o Real Madrid, mas com a Croácia sempre bate na trave, seja em Euros ou Copa do Mundo, a seleção tão elogiada sempre morre na praia.

- É hora de buscarmos o fim disso. Desde 1998, depois daquele terceiro lugar na França que estamos devendo. E as eliminações nas competições anteriores reforçaram a experiência e a atenção deste grupo e acredito que finalmente podemos, repetindo o que fizemos nos outros jogos, realizar esse sonho de seguirmos cada vez mais em frente na competição - disse durante a coletiva muito descontraída da Croácia.

Aliás, o início da coletiva foi com uma brincadeira. Por coincidência, todos os jogadores que falaram na véspera dos jogos marcaram gols: Modric (Nigéria), Rakitic (Argentina) e Badelj (Islândia).

- Tomara que eu siga mantendo esta boa escrita ou não irão me perdoar nas redes sociais.

Outro momento de descontração, mas com uma pergunta muito pertinente, foi quando perguntaram ao treinador Zlatko Dalic se Modric, com a saída de vários candidatos a melhor do mundo, como Messi e Thomas Müller (Portugal ainda não havia sido eliminado e Cristiano Ronaldo não foi citado), poderia ser o MVP do Mundial ou mesmo o Top1 da Fifa no fim do ano.

- Seria uma premiação que faria muito bem ao futebol croata - comentou o treinador, sobre o jogador que foi o "Homem do Jogo" nos dois jogos da Fifa em que atuou: 2 a 1 na Nigéria e 3 a 0 na Argentina (Modric foi poupado na vitória sobre a Islândia).

Voltando ao jogo deste domingo, seu duelo particular com a estrela dinamarquesa Eriksen acabou sendo minimizado por Modric. O astro diz que embora ambos usem a camisa 10 de suas seleções, as obrigações dos dois são distintas.

- Querem me comparar com ele, mas nossas funções são muito diferentes. E eu pessoalmente não gosto de comparações, muitos menos quando eu estou no meio disso. Vamos dizer que eu fui bem no Real, Eriksen teve temporada excelente no Tottenham e é o melhor e mais importante jogador da Dinamarca. Mas não será Eriksen ou Modric que ganharão um jogo. O futebol é vencido por um grupo e não por um indivíduo.

Schmeichel

Schmeichel também tem o fim de um jejum que vem de 98 na mira. Desde aquela Copa a Dinamarca não passava pela fase de grupos. Já conseguiu isso na Rússia. Agora, seu foco passa a ser outro: igualar a campanha da seleção na França e chegar às quartas, para, assim, repetir a melhor posição do país em Mundial e, talvez, pôr fim ao seu maior fantasma: a comparação com o pai, Peter Schmeichel, que é algo que o irrita.

- Espero um pouco mais dos jornalistas - disse quando perguntado sobre como se sentia tendo que responder, pela terceira vez na coletiva deste sábado, perguntas apernas sobre seu pai e não sobre ele ou o jogo com a Croácia.

A questão é a que a comparação não tem como não existir. Ambos goleiros, ambos da seleção dinamarquesa, ambos campeões ingleses. Só que o pai é apenas um dos três maiores jogadores da história da Dinamarca, campeão de tudo pelo Manchester United, hall da fama da Premier League e ainda foi campeão português pelo Sporting, além de 129 jogos pela seleção (incluindo o tal jogo das quartas de 98, a eliminação para o Brasil).

- Os jornalistas dinamarqueses sabem bem minha resposta quanto a isso - disse, com certa irritação.

Para os jogadores da Dinamarca, o sucesso do time passa, e muito, pelas mãos do seu camisa 1.

- Kasper é um dos melhores goleiros do mundo, está mostrando isso na Copa. É importante para a equipe dentro de campo e fora dele também e é claro que ele será decisivo para a nossa classificação - disse Kjaer, capitão dinamarquês.

Para o treinador Age Hareide, o jogo deste domingo será uma prova de fogo para a Dinamarca, há 18 jogos sem perder . E a sua confiança em Schmeichel é grande tanto nos 90 minutos quanto numa eventual cobrança de pênaltis. E isso pode ser confirmado numa declaração do treinador de goleiros da seleção.

- Este jogo tem grande chance de ser decidido nos pênaltis e nós estudamos todos os cobradores da Croácia, usamos banco de dados. Kasper está totalmente preparado para fazer a diferença se o jogo ir para os penais - disse o treinador de goleiros Lars Hogh quando entrevistado pelo "BT", tabloide dinamarquês.

Lance!

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