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No duelo das posses de bola, Botafogo foi pouco criativo e não assustou

Apesar de ser marcado pela valorização da posse, equipe comandada por Eduardo Barroca se destacou mais pelo trabalho sem bola diante do Grêmio

13 jun 2019
07h02
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Antes da bola rolar, o duelo entre Botafogo e Grêmio trazia certa expectativa, por colocar frente a frente dois times que valorizam a posse da bola e buscam chegar ao ataque com toques curtos. O jogo realizado no Estádio Nilton Santos, na última quarta-feira, foi decepcionante pela falta de criatividade. Sem sair de campo com a vitória, a equipe de Eduardo Barroca encontrou problemas diante do Tricolor Gaúcho.

Meio-campo, peça vital no time de Barroca, não funcionou (Foto: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA)
Meio-campo, peça vital no time de Barroca, não funcionou (Foto: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA)
Foto: Lance!

Diante de tal proposta de jogo que valorize os toques de bola e a dinamicidade dos jogadores, o meio-campo é essencial. Esta, talvez, pode ter sido uma das razões que expliquem a atuação pouco criativa do Botafogo. Quando teve a bola, o Alvinegro não conseguiu avançar ao campo de ataque com qualidade porque os atletas do setor central não contribuíram com os companheiros de ataque.

Apesar de poucos passes verticais, o tripé do Botafogo, formado por Cícero, Alex Santana e João Paulo, teve bom desempenho sem a bola, fechando os espaços e marcando os ataques do Grêmio, mesmo que o Tricolor Gaúcho tenha assustado Diego Cavalieri em algumas ocasiões. Em uma balança geral, o Alvinegro teve um bom trabalho tático na fase defensiva, mas passou longe de repetir o desempenho ofensivamente.O desempenho pouco criativo do Botafogo passou pela atuação do Grêmio, também não tão brilhante com a bola no pé, mas que colocou uma pressão na saída de bola do Alvinegro, evitando os passes rápidos para o trio de ataque. Com os meio-campistas se movimentando pouco e pressionados para tentar um lançamento para o jogador mais avançado, o clube de General Severiano pouco criou e assustou o Grêmio apenas em situações de bola parada.

- O adversário simplesmente não permitiu que a gente pressionasse, pois tem uma ótima qualidade na saída de bola, com opções treinadas. Ficaram a maior parte do tempo com a bola, acabaram desgastando a gente, tirando o jogo da nossa característica. Isso foi determinante para o resultado - analisou Eduardo Barroca, após a partida.

A derrota evidenciou um problema um tanto quanto recorrente na passagem de Eduardo Barroca pelo Botafogo: superar um cenário de pressão do rival. Contra o Fluminense, na quarta rodada, o Alvinegro teve dificuldade em criar chances por conta desta estratégia utilizada pelo Tricolor no primeiro tempo, mas, com substituições, melhorou na etapa complementar e saiu com a vitória. Contra o Grêmio, porém, as mexidas não surtiram efeito.

Lance!
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