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Mudança tática, Covid-19 e o vexame: os dez primeiros jogos de Ricardo Sá Pinto no Vasco

Período é marcado pela adoção de um sistema de jogo com três zagueiros, mas pouca produção ofensiva, surto do novo coronavírus e queda vertiginosa de rendimento

2 dez 2020
08h33
atualizado às 08h33
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Um período curto, mas intenso e não necessariamente positivo. Assim podem ser resumidos os dez primeiros jogos de Ricardo Sá Pinto à frente do time do Vasco. Contudo, cabe aqui detalhar que caminhão desgovernado de acontecimentos é esse que passa por São Januário.

Ricardo Sá Pinto é dúvida para o jogo do Vasco desta quinta-feira, contra o Defensa y Justicia (Foto: AFP)
Ricardo Sá Pinto é dúvida para o jogo do Vasco desta quinta-feira, contra o Defensa y Justicia (Foto: AFP)
Foto: Lance!

O primeiro jogo do técnico português no Cruz-Maltino foi contra o Corinthians, no dia 21 de outubro. Ele avaliou que o time não merecia perder aquela partida que, de fato, foi equilibrada - o gol que desempatou o duelo saiu nos minutos finais.

Em seguida veio o primeiro desafio contra o Caracas (VEN). Apesar de jogar melhor que o rival, o time só fez o gol da vitória nos minutos finais, quando Carlinhos já havia perdido um pênalti e Ygor Catatau havia sido expulso. Na partida seguinte, contra o Goiás, ele admitiu que o empate saiu barato seu time.

Então veio o segundo jogo com o Caracas e, com ele, o advento dos três zagueiros. Ao colocar em campo um time no 3-4-2-1, Sá Pinto travou o jogo dos mandantes e pareceu ter encontrado uma solução para as características do elenco.

Na rodada seguinte, a derrota para o Palmeiras, em São Januário, marcou a primeira partida de Cano - antes lesionado - com Sá Pinto. O técnico afirmou que o empate seria mais justo, mas o fato é que a produção ofensiva seguia pobre. O Cruz-Maltino chegava à nona partida sem vencer no Campeonato Brasileiro.

Até que, no jogo seguinte, diante do Sport, fora de casa, Cano fez dois gols e o Vasco voltou a triunfar no torneio por pontos corridos. Foi uma atuação coletivamente segura, mas casos de Covid-19 começavam a reaparecer. Fellipe Bastos precisou ficar isolado em Recife (PE), e outros atletas, estes titulares, também foram infectados com o tempo: Fernando Miguel, Benítez, Talles Magno e Cano, em diferentes dias.

A ausência ora de um, ora de outro jogador obviamente prejudicou a produção ofensiva de um time já em dificuldades para tal. Um empate sem gols, em casa, com o Fortaleza - rival direto - outra igualdade, esta fora de casa, com o São Paulo, e outro 1 a 1, agora pela Copa Sul-Americana, na Argentina, com o Defensa y Justicia.

Se o resultado ficou barato na última quinta-feira, na segunda-feira mais recente, diante do Ceará, o Vasco não só teve a pior atuação com Ricardo Sá Pinto como teve seu pior jogo em, talvez, um ano e meio. A queda de rendimento ofensivo e defensivo é alarmante. E a ausência do português nos trabalhos presenciais dos últimos sete dias não pode justificar tanto.

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