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Lisca conta que para acerto com o Cruzeiro havia cobrança por 'acesso obrigatório' para seguir no clube

O treinador do América-MG revelou como foram os detalhes da negocição com a Raposa, que tentou tirar o técnico do Coelho após a demissão de Ney Franco

11 jan 2021
17h35
atualizado às 17h35
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O Cruzeiro procurou Lisca, atual técnico do América-MG, para o lugar de Ney Franco, no início de outubro, a Raposa lutava para sair a zona do rebaixamento e queria uma reação que alavancasse o time na tabela, e se mantivesse na luta pelo acesso. O treinador do Coelho recusou a oferta e e detalhou como foi a negociação, com destaque para uma cláusula: Lisca só seguira no clube azul se conseguisse o acesso, mesmo com a oferta de um contrato de dois anos.

Lisca recusou o Cruzeiro, seguiu no América-MG, que está prestes a conseguir o acesso à primeira divisão-(João Zebral/América-MG)
Lisca recusou o Cruzeiro, seguiu no América-MG, que está prestes a conseguir o acesso à primeira divisão-(João Zebral/América-MG)
Foto: Lance!

- Caso ele não assumisse (o Felipão), o Cruzeiro consultou minha pessoa, tive conversa com o presidente Sérgio. A gente abriu uma amizade legal, não era o momento certo. O Cruzeiro estava numa situação difícil, tinha 1% de acesso. Presidente Sérgio me falou, é um trabalho de dois anos, mas se não tiver acesso, fica difícil. Aí entendi o recado, que era necessário o acesso para sequência de trabalho - disse o atual técnico do América-MG em entrevista à Rádio 98 FM.

Lisca sabia da negociação com Felipão, pois era agenciado pelo mesmo empresário. Com a recusa do técnico americano, a Raposa conseguiu fechar com Scolari, que teria a missão de evitar o rebaixamento à Série C e ainda sonhar com uma vaga na elite nacional de 2021.

- Não tenho motivo específico (para negar a proposta), receber convite do Cruzeiro é uma honra, um sonho da minha vida. Tem muitos convites certos, na hora errada. Meu empresário é o mesmo do Felipão, estava por dentro de tudo que estava acontecendo. Cruzeiro vinha conversando com o Felipão, que tinha uma dúvida, vinha recebendo contatos de fora - disse o treinador americano, que afirmou preferir seguir no América, onde estava conseguindo ter seu trabalho bem implementado e com resultados dentro do campo.

- Queria muito fazer um trabalho a médio, longo prazo. A ideia do Cruzeiro era um trabalho de urgência. Coloquei ao presidente Sérgio que, com um trabalho de início, meio e fim, seria uma honra, mas optei pelo América. Felipão manteve o time na Série B, e tenho certeza que o Cruzeiro fará grande trabalho no ano que vem-concluiu o treinador, que é líder da Série B com o América e conseguiu levar os mineiros a uma inédita semifinal de Copa do Brasil, caindo apenas para o Palmeiras.

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