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Insistência em Nenê, posicionamento e finalizações: o que deu errado no Fluminense contra o Palmeiras

Tricolor novamente teve problemas para criar e segue sem vencer pelo Campeonato Brasileiro com o empate por 1 a 1 no Maracanã

13 ago 2020
06h03
atualizado às 06h03
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Se a atuação contra o Grêmio foi mediana, o Fluminense se viu com o desempenho ainda mais fraco diante de um Palmeiras que pouco se esforçou no Maracanã. O empate por 1 a 1 novamente escancarou a dificuldade criativa de um time que, mais uma vez com novas peças, não consegue se encontrar ofensivamente, sofre com a transição entre os setores e com as escolhas de Odair Hellmann que não surtem efeito. De positivo apenas os bons momentos do uruguaio Michel Araújo, titular em um jogo oficial pela primeira vez.

Fluminense apenas empatou com o Palmeiras no Maracanã nesta quarta (Foto: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE FC)
Fluminense apenas empatou com o Palmeiras no Maracanã nesta quarta (Foto: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE FC)
Foto: Lance!

A formação com Fred ao lado de Evanilson mais uma vez se mostrou ineficiente. Tanto porque o mais jovem tem um desempenho muito melhor quando está centralizado, como mostrado no momento em que ele retornou para a função e marcou o gol, quanto porque o veterano ainda não conseguiu ter ritmo de jogo e acaba atrapalhando mais do que ajudando. No caso do camisa 9, muito disso acontece em função do esquema. Da forma como Odair joga, com dois pontas, mas sem velocidade, o ídolo tricolor não rende. Esse fator acaba se relacionando diretamente com um dos maiores questionamentos do Flu atual: o posicionamento de Nenê.

Para ter os dois homens de frente, o treinador optou por sacar Marcos Paulo e manter o meia de 39 anos pelo lado direito, onde ainda não rendeu bem. De acordo com o "SofaScore", Nenê, em 75 minutos, teve uma finalização bloqueada, dois dribles e 78% de acerto em passes. Ele ganhou quatro dos oito duelos tentados e perdeu a posse de bola 15 vezes, mais do que qualquer outro atleta do Tricolor.

- A ideia foi ter a manutenção de um goleador, um jogador de força e velocidade, que é o Evanilson. Em uma função que ele faz, em um movimento diferente, mas com liberdade total para ser o segundo atacante, tendo a capacidade de infiltração. A manutenção de um meia-armador e um meio campo com dois meio campistas e um meia-atacante, que é o Michel Araújo. É um jogador polivalente, que pode jogar de lado também - avaliou Odair.

Mesmo com o que o próprio treinador definiu durante a coletiva como "anarquia ofensiva" quando o Fluminense vai atacar, Michel Araújo realmente saiu em alta do confronto, assim como Evanilson, que salvou mais uma vez. O uruguaio apareceu mais pelo lado esquerdo e o meio do campo, tendo 89% de eficiência nos passes, uma finalização bloqueada, 11 duelos ganhos e seis faltas sofridas.

- O Michel chegou como um meia e foi evoluindo na disputa e físico. Hoje ele pode jogar tanto pelo lado como pode ser mais avançado, na inversão do tripé. E também pode ser como fiz hoje lateralizando ele e o Dodi no segundo tempo. Ele está mostrando a capacidade de jogo, força e intensidade. O Yago tem característica diferente do Michel. E o Dodi por trás de todos esses jogadores com características ofensivas. É buscar o equilíbrio entre as características para fazer um time forte - afirmou Odair.

Para o confronto contra o Internacional, o Fluminense segue em busca do equilíbrio e de atuações convincentes. Sem vitórias em jogos oficiais após a paralisação, a equipe tricolor tem uma dura sequência no mês de agosto. O time volta a entrar em campo no domingo, às 18h, no Maracanã.

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