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Ineficiência ofensiva e excesso de empates são 'pedras no sapato' do Cruzeiro no Brasileiro

A Raposa empatou 15 jogos, dos 33 disputados, marcando apenas 26 gols em toda a competição. Diante do Avaí, foram 49 bolas alçadas na área, sendo uma com perigo

18 nov 2019
23h32
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Foram 49 bolas alçadas à área do Avaí, mais de 70% de posse de bola na partida e ainda assim, o Cruzeiro não conseguiu mais do que três chances reais de gol diante dos catarinenses. A falta de mobilidade do time continua em poucas jogadas efetivas com seus atacantes. David, mais uma vez fez uma partida ruim, correndo muito, se esforçando, mas efetividade baixa, sem nenhuma tentativa de drible, o que poderia abrir a defesa avaiana.

Fred, Robinho e Pedro Rocha, acionados no segundo tempo, também pouco entregaram e no caso de Pedro, que ficou 10 jogos parado por um problema no tornozelo esquerdo, gerou muita expectativa com o seu retorno ao time. Mas, na segunda participação na equipe, levou o terceiro cartão amarelo e desfalca mais uma vez a Raposa no duelo importante contra o Santos, sábado, 23 de novembro, às 21h, na Vila Belmiro.

O empate por 0 a 0 teve sabor de derrota e poucos jogadores tentaram explicar a partida e a pouca eficiência do time diante do lanterna e rebaixado Avaí. O zagueiro Fabrício Bruno citou até um possível incentivo para os catarinenses, pelo empenho em campo e até a vibração final com a igualdade no Mineirão. Porém, evitou justificar o mau resultado por uma força extra do time da Ressacada.

Thiago Neves ficou devendo mais uma vez e deixou o campo vaiado pela torcida azul- (Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro)
Thiago Neves ficou devendo mais uma vez e deixou o campo vaiado pela torcida azul- (Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro)
Foto: Lance!

- É difícil falar. Como como nosso gestor falou(Zezé Perrella), pode acontecer de tudo nesta reta final de campeonato. Até mandar incentivo. Se teve incentivo ou não, não importa. a camisa é pesada e temos de fazer a nossa parte- disse Fabrício, que visivelmente estava abalado depois do jogo. .

O lateral Dodô, que também teve desempenho abaixo do esperado, preferiu focar no sentimento do torcedor, evitando dar justificativas para mais uma falha em casa da Raposa.

-O Avaí se defendeu bem. Não temos desculpa, temos que trabalhar. O torcedor fica chateado e nós ficamos mais ainda. Nosso torcedor ama muito o clube, portanto, nessa situação, mais amor e mais sofrimento- disse.

O Cruzeiro chegou ao seu 15º empate em 33 jogos, sendo o time que mais ficou na igualdade no campeonato. Outra marca perigosa para a Raposa é que nas últimas 12 partidas, empatou oito e venceu apenas quatro. Apesar da invencibilidade, o ataque continua mal, marcando apenas 14 gols no segundo turno, com total de 26 em toda a competição.

Lance!
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