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Heroísmo de Vitinho, 'prêmio' a Arão e monólogo: os fatores de um Flamengo ainda mais líder

Rubro-Negro voltou a se apresentar com imposição e, desta vez diante do Atlético-MG, no Maracanã, abriu oito pontos de vantagem no topo do Brasileiro. Vitinho roubou a cena

10 out 2019
22h21
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O Flamengo voltou a viver uma noite de gala no Maracanã. E, desta vez, houve tons de dramaticidade. Contra um Atlético-MG disposto a se fechar a todo custo, o time de Jorge Jesus voltou a se impor com uma intensidade louvável e saiu vencedor por 3 a 1, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.

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A vitória foi construída com gols de Willian Arão, Vitinho e Reinier, mas o destaque a ser sublinhado fica por conta do camisa 11. O atacante havia acabado de ser vaiado até chamar a responsabilidade e decidir com um golaço. Confira este e outros aspectos relevantes no confronto desta quinta.

UM MONÓLOGO

Vitinho marcou um gol e deu duas assistências (Foto: Marcelo Cortes / Flamengo)
Vitinho marcou um gol e deu duas assistências (Foto: Marcelo Cortes / Flamengo)
Foto: Lance!

Jesus viu sua equipe dominar (Foto: Marcelo Cortes / Flamengo)

O Flamengo iniciou a partida com a postura que tem marcado a Era Jorge Jesus: imposição em prol de um adversário encurralado. A estratégia do Atlético foi a mesma utilizada diante do Palmeiras, quando marcou num 5-4-1 e, mesmo assim, foi à rede, criou boas chances e ainda voltou com um ponto para casa.

Desta vez, embora com desfalques consideráveis (como o Flamengo), o time mineiro ficou sufocado e nas cordas. Apenas os mandantes tiveram a bola em grande parte do embate, e muita das vezes com liberdade na intermediária do ataque. O primeiro gol era questão de tempo.

ARÃO É PREMIADO

Arão inaugurou o placar (Foto: Marcelo Cortes / Flamengo)

De tanto martelar, sobretudo com boas inversões e jogadas de profundidade, o incisivo Flamengo abriu o placar ainda no primeiro tempo. Na casa dos 30 minutos, a bola parada foi eficaz, e, depois da segunda assistência seguida de Vitinho, Willian Arão abriu o marcador.

O camisa 5 foi premiado. Arão era a peça mais importante nas bolas longas. Só no primeiro tempo, por exemplo, acertou sete de sete tentativas. E o gol de cabeça fez jus à sua ótima atuação e à coletiva da equipe de Jorge Jesus.

COCHILO PÓS-INTERVALO

Galo empatou no início do 2ºT (Foto: Bruno Cantini / Atlético)

O Atlético entrou com um time mais leve para o segundo tempo - o velocista Marquinhos entrou na vaga de Ricardo Oliveira. Houve uma maior tentativa de rodar a bola e incomodar a zaga rubro-negra. E achou uma brecha, em um cochilo defensivo no miolo da defesa. Nathan explorou o espaço e, com frieza, empatou o confronto. No entanto, o Fla, ainda mais gélido, não tardou a reagir.

DAS VAIAS AO HEROÍSMO

Vitinho brilhou nesta noite (Foto: Marcelo Cortes / Flamengo)

O personagem desta noite atende por Vitinho. Além do cruzamento para o primeiro gol, o camisa 11 foi o responsável pela segunda bola na rede. Aliás, um golaço. E o melhor, para se ver como o roteiro foi caprichado e com tons de dramaticidade: vaias foram ouvidas no lance anterior à sua pintura.

Na casa dos 20 minutos, quando o Atlético já tinha empatado e dificultado as ações ofensivas dos cariocas, Vitinho chamou a responsabilidade no mano a mano, entrou na área e colocou a bola com maestria no canto de Wilson. Logo depois, o nome do atacante foi cantado em uníssono no estádio. E ficou ainda melhor: o gol de Reinier, o responsável por definir o marcador, contou com outra assistência sua (desta vez de cabeça). É a redenção?

INVENCIBILIDADE MANTIDA

Reinier fechou o placar (Foto: Marcelo Cortes / Flamengo)

Com o 3 a 1 no placar, festa desenfreada da torcida e entrada do jovem e elogiado volante Vinícius Souza, o Fla alcançou a 11ª vitória em 12 jogos como mandante. Como o outro resultado foi empate, a invencibilidade está mantida.

Além disso, agora, são oito pontos de vantagem para o vice-líder, o Santos, cuja distância, curiosamente, é a mesma de quando Jesus chegou - só que em situação contrária. Ao todo, são 55 pontos somados - e recheados de agradecimentos ao "Olê, olê, Mister, Mister" ao fim do confronto.

Lance!
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