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Gilbert Durinho mira duelo contra polêmico americano: 'Vai engolir tudo o que ele falou'

Embalado por cinco vitórias, Durinho analisa vitória sobre Demian, fala sobre possíveis lutas contra Chiesa ou Thompson, mas direciona seu foco ao polêmico Colby Covington

25 mar 2020
11h56
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Por Mateus Machado

Gilbert Durinho emplacou sua quinta vitória e busca voos maiores na divisã (Foto: Reprodução/YouTube/UFC)
Gilbert Durinho emplacou sua quinta vitória e busca voos maiores na divisã (Foto: Reprodução/YouTube/UFC)
Foto: Lance!

A maior vitória de sua carreira. Assim pode ser resumido o nocaute de Gilbert Durinho, ainda no primeiro round, sobre Demian Maia, no card do UFC Brasília, realizado no último dia 14 de março. O resultado levou o faixa-preta de Jiu-Jitsu ao sexto lugar no ranking meio-médio do Ultimate e fez o lutador emplacar seu quinto triunfo consecutivo na organização, algo que ele ainda não havia conseguido em duelos pela franquia, onde luta desde 2014.

A expectativa era enorme para o combate e, sobretudo, para uma luta de chão entre os dois atletas, exímios finalizadores da arte suave. Em um breve momento, isso até aconteceu, mas Durinho voltou a colocar a luta em pé e definiu o confronto em pouco mais de dois minutos, após conectar um cruzado de esquerda espetacular.

- Eu acreditava, desde o começo, que a gente ia fazer muita luta de chão. Eu acreditava muito na vitória, mas só lá para o último round. A gente fez um pouco de luta no solo ali e eu estudei muito o sistema dele, sabia que ele iria para as costas, consegui defender bem a primeira queda, mas ele conseguiu me colocar na grade e dali eu sabia que, quando ele foi para as costas, que ele queria colocar os ganchos, então evitei dele colocar os ganchos, consegui sair pela meia-guarda, quando ele tentou subir para a montada e acredito, sim, que dava para a gente fazer mais luta de chão, eu estava muito à vontade ali, mas acabou que a mão entrou no primeiro round e eu consegui o nocaute - relembrou o casca-grossa, em entrevista à TATAME.

Durante a conversa com nossa reportagem, Gilbert Durinho ainda contou outros detalhes da luta contra Demian, o desafio lançado a Tyron Woodley, o número de vitórias que podem levá-lo à uma futura disputa de cinturão, a situação atual de pandemia por conta do coronavírus e, logicamente, sobre a vontade de enfrentar o polêmico Colby Covington, americano que vem se tornando alvo de diversos lutadores e também do público brasileiro.

Veja a entrevista completa com o brasileiro:

- Nocaute sobre Demian Maia ainda no primeiro round

Na verdade, eu achei que a gente iria lutar três rounds. Para mim, ia ser uma guerra no chão. Eu imaginava que venceria a luta, mas não imaginava nunca que seria no primeiro round, para mim seria no segundo ou até mesmo no terceiro, mas consegui acertar aquele cruzado no tempo certo. O Vitor Belfort falou muito que eu ia acertar aquele cruzado, o meu treinador Henri Hooft também disse que eu ia acertar, e ele entrou com muita precisão, no lugar exato, e acabei conseguindo um nocaute que vai para a história. Muita gente lutou com o Demian e ninguém fez isso, só o Nate Marquardt, há mais de dez anos, e conseguir nocautear o Demian no primeiro round foi irado. Todo respeito por ele, mas acho que é o meu momento agora.

- Achava que a luta seria mais desenrolada no chão?

Eu acreditava, desde o começo, que a gente ia fazer muita luta de chão. Eu acreditava muito na vitória, mas só lá para o último round. A gente fez um pouco de luta no solo ali e eu estudei muito o sistema dele, sabia que ele iria para as costas, consegui defender bem a primeira queda, mas ele conseguiu me colocar na grade e dali eu sabia que, quando ele foi para as costas, que ele queria colocar os ganchos, então evitei dele colocar os ganchos, consegui sair pela meia-guarda, quando ele tentou subir para a montada e acredito, sim, que dava para a gente fazer mais luta de chão, eu estava muito à vontade ali, mas acabou que a mão entrou no primeiro round e eu consegui o nocaute. O nocaute veio na hora certa.

- Cinco vitórias consecutivas. Seu plano é enfrentar Colby ou Woodley na próxima luta?

Meu foco é, sim, enfrentar alguém ainda mais ranqueado na categoria. Agora sou o número seis da divisão e quero lutar contra o número 1 ou número 2. Não sei se meu pedido vai ser aceito, mas eu já pedi isso e é o que eu quero. Porém, acredito que não é o que vai acontecer, e a opção seria lutar contra alguém que está no 'bolo', perto de mim, o Stephen Thompson ou o Michael Chiesa, são lutas que fazem sentido. Mas eu queria muito uma luta contra o Colby Covington ou o Tyron Woodley.

- Na sua opinião, quantas vitórias poderiam te levar à disputa de cinturão?

Eu sempre penso em lutar pelo cinturão em breve. É difícil falar, mas acho que a performance conta muito. Se eu ganhasse do Demian numa luta chata, de três rounds, é uma coisa, mas eu ganhei nocauteando no primeiro round. Se na próxima luta eu conseguir um nocaute ou finalização, vou estar ainda mais perto. São os adversários e as performances que te levam para o cinturão, então acredito que uma ou duas boas performances, com finalização ou nocaute, ou dominando a luta inteira, vão me colocar perto da disputa de título.

- Como foi a experiência de lutar sem qualquer tipo de reação da torcida?

Eu fiquei bem mais nervoso, porque foi um silêncio muito grande. Não sentir a energia da galera foi bem esquisito, me deixou muito mais nervoso. Com o nocaute que eu consegui, a galera iria à loucura, depois quando eu desafiei o Colby Covington, a reação seria imensa da galera. Foi muito mais vazio, faltou a energia deles e foi bem esquisito. Mas graças a Deus aconteceu a luta, porque todos os outros eventos foram cancelados e eu consegui ter uma ótima performance.

- Estamos diante de uma pandemia. Como você procurou se prevenir na semana da luta?

Na semana da luta, eu me guardo bastante, o tempo inteiro, só treinando e descansando no hotel. Uma coisa que sempre fiz e continuo fazendo é manter a minha imunidade alta e forte, tomando minhas vitaminas, me alimentando bem e mantendo minha vida ativa, fazendo meus exercícios, é a maneira que procuro me prevenir. Acho que os lutadores também já estão se prevenindo bastante, se alimentando bem, tomando vitaminas, ficando em casa, tomando todas as medidas possíveis. Acho que a galera tem que começar a evitar lugares com muitas pessoas e ficar o máximo de tempo em casa. Os lutadores que conheço estão fazendo isso e agora é manter, porque é uma fase e vai passar, mas para isso temos que tomar as devidas precauções para não contrair esse vírus.

- Como você pretende se manter em forma nesse período de quarentena?

A academia já começou a suspender os treinos, mas eu consegui montar uma estrutura na minha casa, na garagem, onde montei um lugar com tatame, com saco, alguns pesos e vou ter alguns professores vindo aqui para puxar treinos de Boxe e Kickboxing para mim, para eu poder manter os meus treinos, mesmo estando em casa.

- Com eventos cancelados e sem previsão de retorno, como você pretende se manter financeiramente?

Graças a Deus, eu venho me educando financeiramente, então eu venho juntando dinheiro, tenho sido mais inteligente nesse sentido e tomado as decisões certas com dinheiro. Eu acabei de lutar, ter uma performance boa e ganhar o bônus, financeiramente eu vou estar bem tranquilo, mas o pessoal precisa ser inteligente. É hora de economizar e guardar dinheiro. É uma crise que vai afetar todo mundo, diversas classes e setores. Acho que todo mundo vai sofrer e é necessário economizar o máximo de dinheiro.

- Desafio lançado a Colby Covington

Acho que ele é um fanfarrão, um 'pela-saco', que só fala besteira. Eu moro nos Estados Unidos hoje em dia e sou muito bem tratado aqui, respeito todo mundo. Eu quero, sim, lutar contra ele, e fazer ele engolir tudo o que ele falou do meu país. Eu quero representar o Brasil nessa luta. Ele lutou contra os dois brasileiros que estão ranqueados, o Demian Maia e o Rafael dos Anjos, e ganhou dos dois, e eu sou o próximo ali. Acho que eu sou o próximo a pegar ele e vou fazer ele engolir tudo o que falou. Vou fazer isso com muito prazer. Acho que sou uma luta ruim para ele. Daqui a pouco ele não vai ter para onde correr e a gente vai ter que lutar. É a luta que eu quero, mesmo que não seja a próxima, ele está na lista. Eu quero muito fazer com que ele pague pelo o que falou.

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