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Galiotte diz que aluguel de imóveis de Mattos não é assunto do Palmeiras

Neste sábado, o jornalista Ricardo Perrone publicou que dois funcionários do clube viraram inquilinos do diretor após aumento no auxílio-moradia. O presidente do Verdão minimizou

13 out 2019
00h29
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Maurício Galiotte minimizou o fato de dois funcionários do Palmeiras morarem de aluguel em apartamentos do diretor de futebol Alexandre Mattos. Além de considerar que a atitude não é irregular, o presidente considera que o assunto não é da alçada do clube.

Maurício Galiotte saiu em defesa do diretor de futebol Alexandre Mattos (Foto: Cesar Greco)
Maurício Galiotte saiu em defesa do diretor de futebol Alexandre Mattos (Foto: Cesar Greco)
Foto: Lance!

- (O aumento do auxílio-moradia) É um tema tratado no RH e com vários outros departamentos. É validado pelo diretor de RH, pelo diretor administrativo. Aumento de salário, ajuda de moradia, passam por um processo técnico. As coisas no Palmeiras são sérias. Ainda que algumas pessoas esqueçam, a gente não chegou neste patamar sem trabalho, sem seriedade, sem dedicação. Fizemos com muito suor. Este é um assunto que não diz respeito ao Palmeiras - afirmou Galiotte.

- Este tipo de tema não diz respeito à Sociedade Esportiva Palmeiras. Eu sou presidente do clube e não vou responder sobre a situação de aluguel. O Alexandre iniciou conosco em 2015, líder da reestruturação do futebol. Em seis anos, conquistou cinco títulos nacionais, reformulou a base, e somos os atuais campeões brasileiros. É bom lembrar as pessoas, porque parece que tem um objetivo maior de destruir aquilo que o Palmeiras construiu e construímos com muito trabalho. É difícil chegar no estágio que chegamos, extremamente complexo, mas chegamos - acrescentou.

Neste sábado, o jornalista Ricardo Perrone revelou no Uol que o auxiliar Andrey Lopes e o preparador de goleiros Oscar Rodriguez são inquilinos de Mattos. Os dois se mudaram em julho, cerca de dois meses depois de receberem um aumento no auxílio-moradia do clube - no caso de Andrey, R$ 5 mil após reajuste, e no de Oscar, R$ 10 mil.

O clube entende que não há irregularidade, pois os dois pediram o aumento em janeiro, junto de outros 14 funcionários. 11 tiveram a alteração no valor autorizada, mas outros cinco foram recusados. O novo valor do auxílio-moradia só passou a valer, contudo, a partir do mês de maio. Defende-se, portanto, que na época do acerto não se sabia que ambos iriam mudar para dois apartamentos do diretor. Cada aluguel é de cerca de R$ 3700.

O processo de aumento no auxílio-moradia ou aumento salarial respeita o seguinte ritual: o gerente de futebol Cícero Souza faz a requisição, Alexandre Mattos ratifica e o passo seguinte é análise do CEO do clube, Cristiano Koehler. A última etapa é passar pelas aprovações de Paulo Buosi, primeiro vice-presidente, e por fim de Galiotte.

- Importante todos terem ciência que as coisas no Palmeiras se resolvem de maneira técnica, a gente tem projeto. Temos processos - justificou o presidente.

Mattos tem contrato até o fim de 2021 com o Palmeiras, quando se encerra a gestão de Maurício Galiotte. O diretor de futebol, contudo, convive com forte pressão, especialmente da Mancha Alviverde, que realiza protestos em todos os jogos pedindo sua demissão. Contra o Botafogo não foi diferente. Só que ao menos até o momento, nem o clube nem o dirigente se mostram dispostos a encerrar a parceria iniciada em 2015 e que rendeu o título da Copa do Brasil de 2015 e dois Brasileiros (2016 e 2018).

Lance!
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