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Falhas decisivas em clássicos ditam tom de eliminações do Flu no Carioca

Cenário foi parecido na Taça Guanabara, Taça Rio e semifinal: Marlon cometeu falta boba contra o Vasco, Léo Santos cometeu pênalti e Rodolfo falhou contra o Flamengo

7 abr 2019
06h01
atualizado às 08h02
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Não tem outra palavra para definir a trajetória do Fluminense no Campeonato Carioca que não seja frustração. Pela expectativa criada, pela esperança depositada ou pela vaga na final que esteve tão perto. O empate por 1 a 1 contra o Flamengo, neste sábado, no Maracanã, eliminou o Tricolor do torneio e deixou um gosto amargo - que tem sido frequente em clássicos neste século. Uma atuação coletiva abaixo da média com uma falha individual decisiva contribuíram para o placar - algo que tem virado rotina contra os principais rivais.

Rodolfo levará a culpa pela eliminação pelos torcedores, mas não é o único culpado. Sim, cometeu uma falha técnica em bola rasteira que entrou próximo da trave - com ninguém do Flamengo livre dentro da pequena área. O erro foi parecido com o cometido por Júlio César, que também rendeu a eliminação no Campeonato Carioca de 2018, quando tentou adivinhar o lado do chute de Fabrício, do Vasco. Mas este é apenas um pedaço do quebra-cabeça de erros.

Rodolfo será vilão, mas foi apenas mais um da sequência de erros do Flu (Foto: Magalhaes Jr/Photopress)
Rodolfo será vilão, mas foi apenas mais um da sequência de erros do Flu (Foto: Magalhaes Jr/Photopress)
Foto: Lance!

O Fluminense disputou clássicos de igual para igual com todos os adversários neste Campeonato Carioca, mas coleciona falhas em momentos decisivos que definem placares - e, consequentemente, eliminações. Marlon em falta infantil antes do gol do Vasco, na final da Taça Guanabara. Leo Santos, em pênalti na semifinal da Taça Rio, contra o Flamengo. Agora Rodolfo, aceitando um chute defensável.

Fernando Diniz foi claro na coletiva após a partida: não responsabilizará nenhum jogador pela eliminação. Quando ganham, ganha todos. Quando perdem, perdem todos. O treinador está correto, afinal o futebol é um esporte coletivo. Mas é inegável que o Fluminense está tendo dificuldade de lidar com momentos decisivos, principalmente em clássicos. Fator que precisa ser corrigido.

Neste sábado, o Fluminense também foi punido pela atuação ruim. Apesar do gol marcado por Gilberto, a equipe esteve muito abaixo do que apresentou neste primeiro semestre. Claro, méritos por aproveitar o momento para ser cirúrgico, mas o Tricolor pouco conseguiu fazer para chegar ao resultado. Um chute fraco de Everaldo, uma boa finalização de Luciano e só...


O LANCE! adiantou antes da partida que o clássico seria decidido no meio de campo - e o Flamengo levou a melhor no setor. Dodi, Bruno Silva, Allan, Daniel ou qualquer outro que passou por ali foi sufocado pela marcação alta do Flamengo. Cenário que já tinha se repetido na semifinal da Taça Rio e que voltou a incomodar. Sem tempo e espaço, o Tricolor foi encurralado e a quantidade de passes errados (44) mostra isso. Diniz indicou que a falta de entrosamento como uma das causas deste problema.

- Como temos pouco tempo para treinar, quando mexemos muito nas peças, perdemos entrosamento. Quando temos um entrosamento maior, temos mais facilidade para sair. É uma equipe que mal se conhecia, estava jogando de uma maneira totalmente diferente - declarou o treinador.

No final da partida, Fernando Diniz foi para o tudo ou nada e não conseguiu o resultado. É momento de juntar os cacos e, apesar da eliminação, o cenário não é de terra arrasada. Mas é inegável que o Fluminense tem um árduo caminho a ser seguido no Campeonato Brasileiro. É preciso somar pontos para buscar algo grande no Brasileirão. É preciso parar de falhar em momentos decisivos se deseja algo importante na Copa Sul-Americana ou Copa do Brasil.

Lance!
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