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Ex-dirigente do Cruzeiro diz que descobriu esquema de desvios de materiais esportivos do clube

Léo Portela, que foi superintendente de relações institucionais e governamentais do clube, afirmou que tem provas que havia funcionários cometendo o crime na Raposa

2 dez 2020 16h59
| atualizado às 19h19
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O Cruzeiro tem mais um capítulo conturbado da sua recente história, exposto publicamente. O ex-superintendente de relações institucionais e governamentais do Cruzeiro, o deputado estadual Léo Portela(PL-MG), disse que há um esquema de desvio de materiais esportivos do clube envolvendo funcionários da Toca da Raposa II.

A acusação é mais um capitulo triste da recente história do Cruzeiro- (Divulgação/Adidas)
A acusação é mais um capitulo triste da recente história do Cruzeiro- (Divulgação/Adidas)
Foto: Lance!

Segundo o parlamentar, áudios, fotos e depoimentos foram coletados ao longo da investigação e repassados à diretoria cruzeirense, Portela disse, no entanto, que a investigação foi paralisada.

Ainda de acordo com o deputado, o supervisor administrativo do Cruzeiro, Benecy Queiroz, sabia do que estava acontecendo em fala ao canal "Somos Gigantes", no YouTube. Esse fato teria sido um dos motivos da sua saída do clube e gerado um atrito com o presidente Sérgio Santos Rodrigues.

- Eu estava participando da investigação de um esquema de desvio de material esportivo dentro do Cruzeiro. Essa investigação estava sob minha responsabilidade, junto com o Miltão, da segurança. Nós conseguimos, na investigação, chegar até o cabeça desse esquema e traçar o passo a passo do escoamento do material esportivo, do prejuízo ao Cruzeiro, da máfia que existe no sentido de comercialização de material esportivo dentro do clube. Quando encontramos um nexo causal, que chegava às portas do Benecy, isso (investigação) foi tirado de mim. A investigação saiu da minha responsabilidade e, posteriormente, o Milton saiu do clube - disse Portela.

Em entrevista à Rádio 98 FM nesta quarta-feira, 2 de dezembro, Léo Portela disse que Sérgio Santos Rodrigues sabia da investigação, mas afirmou que não irá tornar públicos os documentos que comprovam os desvios.

- Isso é algo de conhecimento de toda a diretoria. O presidente sabia, o vice-presidente administrativo sabia. As pessoas responsáveis de cada área sabiam e acompanharam isso ativamente comigo. Não tenho a intenção de expor os documentos, a não ser em caso judicial. Expor pessoas que estavam sendo investigadas, talvez agindo sob uma força maior, eu não acho justo. Caso alguém queira comprovar isso, ou queira questionar a minha palavra, pode me chamar judicialmente para que eu comprove.

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O presidente Sérgio Santos Rodrigues falou sobre a situação relatada por Léo Portela.

- Não faz muito sentido o que foi falado. Houve uma denúncia, em junho, quando chegamos aqui. O Léo havia dito que os funcionários estavam vendendo material mais barato. Perguntei se tinha alguém disposto a falar, a gravar. Tinha apenas um print de alguém falando que havia essa venda. Ninguém foi tirado de investigação alguma. O Léo, mesmo não estando aqui no Cruzeiro mais, se tiver essas provas, tem obrigação de ir à Polícia Civil. Eu não tenho essas provas. Tenho um print e mais nada. Procuramos saber, investigamos sim. O que não entendo é o porquê de não ter falado antes. Algumas pessoas querem resolver os problemas, outras querem mídia com o Cruzeiro. Eu estou aqui para resolver os problemas-disse em entrevista Rádio 98 FM. O Clube emitiu uma nota oficial sobre o caso. Veja abaixo.

No entanto, após todas as análises feitas, não foram encontradas provas robustas que comprovassem tal prática.

Mesmo sem provas que atestassem irregularidades, a diretoria tomou medidas internas para aprimorar a segurança e o fluxo de solicitação, liberação e utilização de materiais esportivos para todos os departamentos.

O Clube, inclusive, é parte interessada na divulgação de provas por parte do Sr. Léo Portela, já que, como associado, ele tem o direito e o dever de levar aos órgãos competentes os documentos que ele acredita configurarem práticas irregulares e/ou criminosas, que lesem a instituição.

Lance!
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