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Especialista em gamificação explica impacto dos games nas novas gerações

A criatividade ajuda a resolver problemas com maior agilidade, criar soluções e estratégias mais eficientes,

21 mai 2021 16h00
| atualizado às 17h18
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Enfrentar obstáculos, vencer fases, ganhar pontos, subir níveis, aprender a perder e a recomeçar. Os jogos de videogames fazem parte da vida adulta, mais do que isso, podem integrar o meio corporativo e a Educação. O termo definido como gamificação tem feito sucesso nas grandes empresas, como Coca-Cola, Google, Nike, e até mesmo no poderoso Exército Norte-Americano. Professora da PUC de Goiás e Autora do livro "Gamificação: jogando para o sucesso", lançado em 2020, a professora e influencer Nayra Karinne defende o uso desta técnica e explica como o conceito pode contribuir para a formação de uma geração mais dinâmica e proativa.

Foto: Divulgação
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Foto: Lance!

"A criatividade ajuda a resolver problemas com maior agilidade, criar soluções e estratégias mais eficientes, além, é claro, de ser a responsável pelas grandes ideias revolucionárias desde o universo da ciência e da tecnologia até o mundo dos negócios. Quando as pessoas têm habilidades diferentes, a interação permite que eles complementem o que sabem individualmente e consigam progredir juntos no aprendizado. E a superação de desafios permite que o indivíduo aprenda com os próprios erros e lide de maneira inteligente com suas emoções. Entender como as emoções interferem em seu comportamento e reações é o primeiro passo para alcançar a habilidade de ser resiliente", atenta Nayra.

Segundo afirma a especialista, a gamificação pode ajudar a reter talentos, motivar e integrar a equipe na resolução de problemas e na conquista de metas. Nas escolas, esta estratégia pode tornar o aprendizado mais interessante, de forma que as atividades tenham mais sentido para os alunos e que eles possam visualizar sua progressão, principalmente em tempos de pandemia, com aulas remotas. Um dos recursos é criar atividades e métodos que promovam o estado de fluxo, quando a pessoa atinge prazer na atividade desempenhada e não sente o tempo passar.

"Aulas gamificadas melhoram a assimilação entre teoria e prática, favorecem a criatividade e transformam o processo de aprendizagem em algo coletivo, com o estudante tendo a oportunidade de contribuir com seus conhecimentos. Jovens que passam pela experiência ainda podem se tornar mais resilientes e persistentes, pois tendem a aprender com suas tentativas e erros. Assim, dificilmente costumam perder o engajamento, mesmo naquelas disciplinas em que não possuem tanta facilidade", explica.

A gamificação aplica no mundo real as experiências semelhantes às do mundo virtual. Traz níveis, fases, pontos, recompensas, barra de progressão, troféus, missões e desafios, aliados a uma narrativa envolvente, em um ambiente fora do jogo. De acordo com Nayra, técnicas que remetem ao lúdico se tornam eficientes nas mais variadas situações cotidianas.

"Lá em 1938, o historiador e linguista holandês Johan Huizinga já defendia em suas pesquisas sobre a história cultural da humanidade que somos seres lúdicos. Aprendemos, desde sempre, jogando e brincando. De um grande objetivo até as pequenas realizações do cotidiano, estamos sempre em busca de sensações que nos fazem sentir completos. A gamificação trata essencialmente de estímulo, motivação e engajamento", destaca a especialista.

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