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Em empate, Sampaoli cita domínio sem gol: 'Faltou contundência'

Para o técnico argentino, Santos 'fez jogo atrativo para quem foi ver', apesar do empate em 0 a 0. Comandante justificou mudanças: 'Uns são melhores em um jogo, outros, em outro'

5 mai 2019
18h53
atualizado às 19h32
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Boa atuação, resultado indesejado. O Santos dominou a posse de bola, buscou o jogo, mas parou na marcação do CSA e não saiu do 0 a 0, neste domingo, em Maceió-AL, pela terceira rodada do Brasileirão. O time alagoano ainda teve ótimas chances para marcar no contra-ataque, no segundo tempo, mas desperdiçou.

Sampaoli enfrentou o calor do Nordeste à beira do campo, em Maceió (foto: Ivan Storti/Santos FC)
Sampaoli enfrentou o calor do Nordeste à beira do campo, em Maceió (foto: Ivan Storti/Santos FC)
Foto: Lance!

- A equipe nunca diminuiu o ritmo, fez jogo atrativo para quem veio ver. Buscamos até o último segundo. Poderíamos ter perdido injustamente no contra-ataque. Futebol é assim, não convertemos - analisou o técnico Jorge Sampaoli, que ainda identificou o maior problema do Santos neste domingo:

- No primeiro tempo, equipe foi muito superior. Não gerou tantas situações pelo domínio. Jogamos quase todo o tempo no campo deles. No segundo tempo, variamos e sofremos alguns contra-ataques pela vontade de ganhar. Faltou contundência.

Para a partida em Alagoas, o Santos teve algumas mudanças. Jogadores como os meias Carlos Sánchez e Jean Mota, por exemplo, ficaram como opção no banco de reservas. Sobre o tema, o argentino reforçou a ideia de adaptação do time ao adversário.

- Escalamos quem pensamos que eram melhores para esse jogo. Uns são melhores em um jogo, outros em outro. Jogamos num cenário difícil. Uns foram melhores que o outro, normal - disse.

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Ainda sobre mudanças na equipe
- Mesclar jogadores é colocar quem está mais fresco e lúcids em jogo de gramado lento, com muito calor. Jogamos há menos de 72 horas e com viagem larga. Será assim em todo o ano, depende da forma dos que terminam os jogos.

Elogios ao CSA
- Equipe que subiu para a Série A, se adaptará ao Brasileirão, fazendo-se forte como mandante. Tem jogadores com entusiasmo, público que apoia muito. Terão resultados para o futuro. Vai custar no começo se adaptar, mas será questão de tempo. Vimos o jogo contra o Palmeiras, também contra o Ceará. Sabíamos que teríamos que ganhar, vamos embora tristes, mas contentes porque buscamos.

Problema de contundência
Nos faltou contundência, definir melhor. Buscar mais variações no ataque. Mas futebol é assim, estivemos bem, defendemos bem. Buscamos por todos os lados, com muita gente, e não concretizamos. Temos que seguir melhorando.

E agora?
O mais importante é o descanso. Que o jogador possa diminuir a adrenalina. Descanso será mais importante que o trabalho. Daremos um dia e meio (de folga) para se recuperarem bem e depois trabalharemos duro para enfrentar o Vasco, adversário difícil (jogo será domingo, no Pacaembu).

Calor em Maceió
Foi um ataque sustentado no campo rival, mas não completamos. Calor não é desculpa por não termos ganhado. Não ganhamos pois não concretizamos as chances. Levamos empate e buscamos a vitória. Calor e gramado não são justificativas

Com o resultado, o Alvinegro praiano alcançou os sete pontos e manteve-se no pelotão de cima no Campeonato Brasileiro. Com dois empates e uma derrota, o time alagoano ainda não venceu na competição. O Peixe volta a campo no próximo domingo, às 16h, para enfrentar o Vasco, no Pacaembu.

Lance!
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