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E(L!)leição RJ - Eduardo Paes: 'Boa vontade para rever concessão'

Candidato pelo DEM, ex-prefeito do Rio demonstra intenção de incluir Célio de Barros e Júlio Delamare em uma futura concessão e quer incentivar uso das arenas da Rio-2016

14 set 2018
07h03
atualizado às 11h42
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Ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, agora, tenta chegar ao Palácio Guanabara. Atualmente no DEM (Democratas), ele aponta a vocação para a vida pública e afirma que a questão sobre a gestão do Maracanã é de fácil solução, demonstrando, inclusive, a intenção em incluir o Célio de Barros e o Júlio Delamare em uma futura concessão.

À frente do município do Rio quando a cidade sediou os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, o candidato salientou que o Estado pode incentivar o uso das arenas que ficaram como legado e quer replicar o que fez com as Vilas Olímpicas quando comandou a prefeitura.

Nesta entrevista ao LANCE!, por e-mail, Paes respondeu aos questionamentos sobre projetos para o esporte que pretende colocar em prática caso seja eleito.

Eduardo Paes, candidato ao governo peloDemocratas (Foto: Divulgação)
Eduardo Paes, candidato ao governo peloDemocratas (Foto: Divulgação)
Foto: LANCE!

LANCE! - Por que se candidatar ao Governo?

Eduardo Paes: A minha vocação é a vida pública, gosto e tenho orgulho do que fiz na vida pública. Encontramos ótimas soluções para melhorar a vida das pessoas quando estava na Prefeitura do Rio e isso é o que norteia a minha vocação na vida pública: melhorar a vida das pessoas. Fui para a iniciativa privada, fiquei um ano fora, ocupei dois cargos, o de consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o de vice-presidente para a América Latina da maior empresa de carros e veículos elétricos do mundo. Esse foi um período muito importante para mim, para a minha família, e também precisava me sustentar. Ganhava muito mais na iniciativa privada, tinha uma qualidade de vida melhor, além de poder dar uma atenção maior para a minha família. Mas a minha paixão é a política e quando olho o Rio, esse lugar que amo e onde vivo, percebo que esse Estado tão forte não precisa estar onde está. Sinto que posso fazer algo pelo estado, pelas pessoas.

Quais os projetos para a gestão do Maracanã?

Resolver a questão do Maracanã é, de certa forma, simples e está mais do que clara. É preciso ter a boa vontade de sentar e rever a concessão. Fazer os ajustes necessários no contrato para que ele seja bom tanto para o Estado quanto para o concessionário e também para os clubes, principalmente, Flamengo e Fluminense que sofrem com a falta de um estádio. E nessa revisão da concessão é importante discutir a criação de uma área popular para que todos os torcedores possam ter acesso ao estádio. Um local mais barato para o torcedor.

E nos casos do Célio de Barros e Julio Delamare?

O ideal era que o Célio de Barros e o Parque Aquático Julio Delamare também estivessem na concessão. Mas se não houver a possibilidade de incluí-los, a solução é o Estado assumir e colocar, por exemplo, o Célio de Barros para funcionar. O Julio Delamare voltou a ser aberto para a população e os atletas neste ano. Temos de seguir esse caminho e melhorá-lo. O que não pode é o Célio de Barros ficar parado como está hoje, servindo de estacionamento ou depósito.

E para a Aldeia Maracanã?

A questão da Aldeia Maracanã está praticamente resolvida. O que precisamos é sentar com os indígenas que retomaram o espaço e conversarmos sobre a melhor maneira de eles permanecerem lá. Não tenho a intenção de retirá-los, mas é preciso que eles respeitem o entorno do estádio e os limites da aldeia.

No início, não havia a previsão de legado esportivo da Rio 2016 para o Estado, mas, de alguma forma, há algum projeto de se envolver na gestão das arenas?

Ao sair da prefeitura deixei um Plano de Legado pronto para ser executado por meu substituto, justamente para evitar o surgimento de elefantes brancos e que as instalações ficassem sem uso. As arenas erguidas são do governo federal e do município. Cabe ao Estado o papel de incentivar o uso dessas arenas com a prospecção de eventos e atividades para esses locais. E uma dessas atividades podem ser alguns projetos sociais que estamos elaborando para oferecer à população de todas as idades e que estarão no meu plano de governo.

Há algum projeto específico em relação ao Gepe?

Ninguém discute a importância do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios para os jogos de futebol realizados no Rio e também no auxílio para conter a violência dos torcedores. Recentemente ele foi transformado em batalhão. O que precisamos, agora, é dotá-los de equipamentos mais modernos e aprimorar com inteligência a prevenção da violência nos estádios.

E em relação aos projetos sócio-esportivos junto à Suderj, o que se é imaginado?

Antes de mais nada, precisamos fazer um levantamento desses equipamentos e saber em que condições estão para reformar os que necessitem e colocar para funcionar. A minha intenção não é a de reinventar a roda, até porque, a situação fiscal do Estado não permite loucuras. Mas desejo replicar o que fiz na prefeitura do Rio com as Vilas Olímpicas, onde atendemos a uma média de 47 mil pessoas por mês, oferecemos 130 atividades gratuitas para a população e 30 atividades específicas para pessoas com deficiência. Vamos estabelecer parcerias com a iniciativa privada para cuidar desses locais e dar sustentabilidade aos projetos. E também com organismos sociais, como a que fizemos com a ONU Mulheres, no projeto "Meninas empoderadas pelo esporte", onde atendemos a mais de 500 meninas, entre 10 e 14 anos, que tiveram trabalhadas a sua autoestima e a independência através do esporte.

A Secretaria tem alguns projetos em parceria com os grandes clubes de futebol. Como enxerga isso?

A parceria com os clubes de futebol é de fundamental importância porque eles têm um poder de atração grande, principalmente, entre crianças e jovens. Além disso, possuem estrutura e pessoal qualificado para o desenvolvimento das atividades para a população.

Em maio, foi criado o Conselho Estadual do Futebol Masculino e Feminino do Rio de Janeiro (Conefut-RJ). Como vê essa lei? Há algo plano visando tal lei?

O plano é colocá-lo para funcionar e não deixá-lo virar um conselho figurativo. É preciso que o Conefut-RJ cumpra o seu papel de propor, elaborar e fiscalizar as políticas relacionadas ao futebol. É preciso que o conselho também esteja atento ao futebol do interior, que tanto já revelou craques para os clubes de maior investimento do nosso estado e hoje estão em grave crise. Até porque, o conselho é mantido com recursos da Loterj e um percentual que vem das rendas das partidas realizadas no estado e esse dinheiro não pode ser desperdiçado.

A Secretaria tem parcerias como a com o Novo Degase e o programa Novo Plano Juventude Viva. Como enxerga o papel do esporte como oportunidade de uma melhora de vida?

O papel do esporte na vida das pessoas, na questão do desenvolvimento da cidadania, na saúde e até na economia do Estado é de extrema importância. Não foi à toa que lutei para a cidade do Rio ser a sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

Bate-bola com o candidato Eduardo Paes:

Pratica ou praticou algum esporte?
Ando, sempre que posso, de bicicleta.

Um ídolo no esporte:
Ayrton Senna.

Uma lembrança que tenha ligação com esporte:
O título da Copa Mercosul, em 2000, quando o Vasco, com três gols de Romário, foi campeão, de virada. Perdia no fim do primeiro tempo por 3 a 0 e virou para 4 a 3, contra o Palmeiras, lá em São Paulo.

Time do coração:
Vasco da Gama

Quem é:
Nome completo: Eduardo da Costa Paes (DEM)
Vice: Plínio Comte (PPS)
Data de nascimento: 14/11/1969
Coligação: Força do Rio - DEM / PP / MDB / PTB / SOLIDARIEDADE / PSDB / PPS / PV / DC / PHS / AVANTE / PMN
Ocupação: Administrador
Valor em bens declarados: R$325.678,17

*Neste sábado, acompanhe a entrevista com o candidato André Monteiro, do PRTB

LANCE!

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