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Foto: Marcos Bezerra / Futura Press

São Paulo

Elenco na mão e time competitivo: os méritos de Aguirre no São Paulo

Posicionamento de Reinaldo no clássico com o Corinthians demonstra conhecimento que o treinador tem de seu elenco. Tricolor se tornou competitivo e vive boa fase

22 jul 2018
08h04
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A vitória do São Paulo diante do Corinthians, por 3 a 1, deixou claro que o técnico Diego Aguirre possui pleno conhecimento de seu elenco e consegue extrair o melhor de cada jogador. O uruguaio tinha três desfalques no time titular para o clássico e, sem fazer muitas mudanças, conseguiu com que a equipe mantivesse o bom nível de atuação demonstrado nas últimas partidas.

Aguirre chegou ao São Paulo em março desta temporada e tem contrato até dezembro (Foto: Luis Moura/WPP)
Aguirre chegou ao São Paulo em março desta temporada e tem contrato até dezembro (Foto: Luis Moura/WPP)
Foto: LANCE!

Com a suspensão de Everton pelo terceiro cartão amarelo recebido no jogo contra o Flamengo, o time não tinha um substituto direto para o lado esquerdo do ataque. Tréllez, Morato e Paulo Boia pintavam como favoritos para assumir a vaga, mas Aguirre surpreendeu a todos e escalou o lateral Reinaldo como ponta, assim como atuava na Ponte Preta e na Chapecoense.

O camisa 14 acabou sendo o melhor jogador em campo no Majestoso ao fazer dois gols em Cássio. Para não deixar o time exposto, o treinador colocou Edimar na lateral - atuando praticamente como um terceiro zagueiro - e limitou as subidas de Hudson e Liziero no meio de campo. Desta forma, o Corinthians não conseguiu atacar com Fagner e Romero, e Rodriguinho ficou cercado na faixa central do gramado.

- Não foi uma improvisação. Foi uma coisa falada com o jogador. Gosto de ter conversas individuais para não forçar o jogador a atuar onde não pode. Ele não tem problema em jogar lá. Por isso coloquei ele lá. Queríamos controlar e fortalecer o lado esquerdo e deu certo - explicou Aguirre ao fim da partida.

A mudança de posição de Reinaldo e a consequente boa atuação do lateral jogando fora de sua zona de conforto, ressalta o quão próxima é a relação do treinador com seus comandados. Apesar de não ter um elenco recheado de estrelas, Aguirre conseguiu criar um time extremamente competitivo e um bom ambiente de trabalho. Tudo isso em quatro meses de trabalho.

LANCE!

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