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Foto: Marcos Bezerra / Futura Press

São Paulo

Dorival muda estilo para vencer e celebra espírito de luta do São Paulo

Técnico diz que, para sair da zona de rebaixamento, abriu mão de suas convicções ao dar a bola ao Cruzeiro e coloca vontade do time na virada como base para ter bons resultados

13 ago 2017
15h03
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Dorival Júnior admite: abriu mão de tentar controlar o jogo para recuar, e fazer o São Paulo. Foi com essa postura que o time conseguiu vencer o Cruzeiro de virada, por 3 a 2, no Morumbi, e terminará a rodada fora da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro porque a Chapecoense não joga. E é o espírito de luta do time que servirá como modelo.

- Com relação ao rendimento, antes, fizemos alguns jogos com bom futebol, criando oportunidades e, de repente, resultado não aparece. Isso cria dificuldade maior, instabilidade. Você vem para outra partida com outra proposta, dando a bola ao adversário. Tomamos virada, mas tivemos torcedor dando espetáculo desde a chegada, impressionante, e revertemos - analisou Dorival Júnior.

- Não foi um grande jogo tecnicamente da nossa parte, mas o resultado foi fundamental, importantíssimo, resultado-chave nesse momento. Espero ter equilíbrio no jogo seguinte para termos mais lucidez com a bola nos pés. Isso é um fator importante a se corrigir, além de outros posicionamentos. Só tenho de enaltecer espírito de luta. Eu me preocupava quando fazíamos jogo de alto nível e não vinham resultado. Hoje, jogo com outra características, saímos com outro resultado - prosseguiu.

O técnico diz que resolveu jogar de forma mais recuada após sofrer para vencer o Botafogo por 4 a 3 e, nos dois jogos seguintes, perder confrontos diretos para Coritiba e Bahia, rivais diretos na briga para sair da faixa de descenso. Contra o Avaí, no próximo domingo, em Santa Catarina, o Tricolor deve voltar a atuar assim.

Confira outras declarações de Dorival Júnior em sua entrevista coletiva neste domingo:

Nova postura
Foram três partidas em que fomos muito penalizados. Incluo o jogo contra o Botafogo, quando tínhamos até o fim um 3 a 1 que não espelhava o que tínhamos feito. Repensei, realmente. Neste quesito, estávamos bem postados no primeiro tempo, com dificuldades na saída de bola e comprometeu nossa chegada ao ataque. Em termos de postura, reposicionamento, saída rápida, apenas não completávamos as jogadas, com passes finais ou iniciais para jogadas um pouco mais alongada. Tivemos felicidade do gol no fim, mas o primeiro tempo foi totalmente do Cruzeiro. Pego uma equipe no meio da competição, com características definidas e tem coisas que você pode melhorar, mas não mudar. Vou analisar bem o que faremos. se aproveitarmos melhor, sem dúvida, haverá crescimento e teremos posse de bola maior.

Pressão do Cruzeiro
Diziam que, se tomássemos um gol, tomaríamos mais, e Cruzeiro teve oportunidade para isso, mas neutralizamos. Tenho de enaltecer muito mais esses pontos.

Embalar pós-virada
Partida contra o Coritiba foi um exemplo claro e como fomos penalizados com os dois últimos jogos. O espírito de luta de hoje tem de ser referência como foi contra Grêmio e Vasco. Se não houver entrega grande, podemos jogar melhor do que hoje, ter posse de bola, melhores ações e, dificilmente, teremos resultado. se aliar esse espírito com lucidez, troca de passes mais incisiva, podemos crescer. Foi um resultado importante e pensamos no jogo seguinte, fundamental, decisão para nós. Precisamos melhorar e corrigir aspectos dessa nova proposta, que nos deixaram vulneráveis, o que não é bom. Não podemos sofrer assim.

Jucilei
Jucilei sabe como foi importante essa percepção. Saiu dentro de lealdade, mostrando o que tem acontecido, e ele entendeu. Militão treinou muito bem, mas não repetiu hoje. É um garoto ainda. Vinha mostrando ótima condição, porém, dentro dos 45 minutos iniciais a própria equipe não o ajudou. Jucilei entrou dento das correções que propusemos e sua entrada, liderança em campo, forma de atuar, deu mais equilíbrio ao time.

Fragilidade defensiva
É o principal. Sem bom posicionamento, você facilita para o adversário. Sem o costume de jogar em linha, você dá o bote e acaba dando espaço, como foi na jogada do pênalti. Sem insistência, você não consegue objetivo. Queremos uma linha à frente do goleiro e outra à frente. Está na hora de parar de tomar gols porque não será sempre que teremos a felicidade de fazer mais gols do que tomamos.

Três gols de bola parada
Tem que aprender a não depender só disso. Trabalhamos exaustivamente a bola parada e tivemos essa felicidade. Mas precisamos de triangulação e infiltração. Aos poucos, vamos conseguir. Mas, agora, preciso dar proteção maior aos zagueiros antes de ter sucesso nas partidas.

Nervosismo com Denilson por não voltar a marcar
São esses pequenos detalhes que fazem diferença. Com um a menos, saímos no contra-ataque, perdemos a bola e tínhamos Denilson e Gilberto na frente. Se defender com apenas seis, sete homens é muito complicado,e Cruzeiro sabe tirar proveito. Recomposição era mais do que necessária.

Fora da zona de rebaixamento
É importantíssimo estar fora da zoina de rebaixamento, mas temos de nos preparar para manter essa gana e um crescimento técnico. Que esse resultado nos deixe mais leve, menos carregados, mas com a mesma obrigação desta semana.

Arbitragem
Fiquei em dúvida se foi pênalti, como na jogada com Buffarini, na falta lateral no gol do Cruzeiro, se existe toque de mão do Buffarini. É difícil fazer essa análise. Nos últimos jogos, também fomos severamente punidos pela arbitragem e nos tiraram possibilidade real de resultados melhores. Fiquei muito em dúvida nesses dois lances capitais.

LANCE!

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